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Março Amarelo – Endometriose atinge 10% das mulheres em idade reprodutiva no País

Dra. Louise Nunes faz alertas. Foto: Divulgaçao

Estima-se que entre seis e oito milhões de brasileiras convivam com a endometriose no Brasil, doença que se manifesta por meio de sintomas como cólica menstrual intensa, dor pélvica crônica, dispareunia (dor genital persistente ou recorrente que ocorre antes, durante ou após a relação sexual) e, em muitos casos, infertilidade. Entre essas mulheres, a incidência da doença está alinhada à estimativa global, atingindo de 5% a 15% das mulheres em idade reprodutiva. Pelos dados atuais, a doença afeta, aproximadamente, 10% das mulheres em idade reprodutiva/fértil no país. As estatísticas, contudo, não são precisas.

Neste cenário, a falta de dados concretos, dada a elevada subnotificação, e o diagnóstico tardio, que pode levar até sete anos, em média, constituem um verdadeiro desafio para o tratamento da doença. Assim, a campanha Março Amarelo, que intensifica o debate sobre a endometriose no Brasil, cumpre o importante papel de revelar a magnitude do problema e os desafios que ele impõe ao sistema de saúde.

Conforme informações do Sistema Único de Saúde (SUS), os atendimentos relacionados ao diagnóstico de endometriose na atenção primária cresceram expressivamente nos últimos anos, indo de 82.693, em 2022, para cerca de 145.744, em 2024. O crescimento foi de aproximadamente 76% em três anos, refletindo tanto maior demanda quanto maior reconhecimento clínico da doença.

Paralelamente, o atendimento especializado também apresentou crescimento, com o número de consultas subindo de 31.729, em 2022, para mais de 53 mil, em 2024. Já as internações associadas à condição tiveram acréscimo de 32% no mesmo período. “As informações do Ministério da Saúde apontam a carência de uma atenção mais robusta nos serviços públicos, mas também evidenciam a necessidade de ampliar essa capilaridade e a qualidade do atendimento no País, sobretudo diante de uma grande demanda, cujas proporções exatas ainda são desconhecidas”, avalia a médica ginecologista, professora na Afya Educação Médica Fortaleza, Louise Nunes.

Diagnóstico precoce

A especialista ressalta que a endometriose é uma doença crônica que exige diagnóstico precoce e tratamento individualizado.

“Hoje contamos com terapias hormonais, controle adequado da dor e, em casos selecionados, cirurgia minimamente invasiva, mas o cuidado precisa ser contínuo e centrado na qualidade de vida da paciente. O sucesso desses procedimentos, no entanto, depende da realização de todas as etapas anteriores de maneira satisfatória”, pontua  Louise.

Sobre a Afya

A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 37 Instituições de Ensino Superior, 32 delas com cursos de Medicina e 25 unidades com pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. O grupo conta com 3.768 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e, nos últimos 25 anos, já formou mais de 24 mil alunos.

Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers.

Em Fortaleza, a Afya Educação Médica dispõe de educação continuada em 19 especialidades: Clínica em Dor, Psiquiatria, Cardiologia, Dermatologia, Medicina Intensiva Adulto, Psiquiatria da Infância, Reumatologia, Pediatria, Geriatria, Endocrinologia, Ultrassonografia, Valvopatia, Nutrologia, Gastroenterologia, Neuropediatria, Ginecologia, Pneumologia e Ecocardiografia. A Afya Educação Médica Fortaleza está localizada na Rua Vicente Linhares, 500, Térreo, Loja 01 – Aldeota.SERIÇO

SERVIÇO

*Mais informações em: educacaomedica.afya.com.br/ e ir.afya.com.br.

*Sobre tratamento da endometriose via SUS aqui.

Eliomar de Lima: Sou jornalista (UFC) e radialista nascido em Fortaleza. Trabalhei por 38 anos no jornal O POVO, também na TV Cidade, TV Ceará e TV COM (Hoje TV Diário), além de ter atuado como repórter no O Estado e Tribuna do Ceará. Tenho especialização em Marketing pela UFC e várias comendas como Boticário Ferreira e Antonio Drumond, da Câmara Municipal de Fortaleza; Amigo dos Bombeiros do Ceará; e Amigo da Defensoria Pública do Ceará. Integrei equipe de reportagem premiada Esso pelo caso do Furto ao Banco Central de Fortaleza. Também assinei a Coluna do Aeroporto e a Coluna Vertical do O POVO. Fui ainda repórter da Rádio O POVO/CBN. Atualmente, sou blogueiro (blogdoeliomar.com) e falo diariamente para nove emissoras do Interior do Estado.

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