Quase um mês depois das críticas do apoio do PL do Ceará à pré-candidatura Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Estado, quando falou do desprezo do tucano à família Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro voltou às manchetes políticas, neste domingo (19), após declarações de Ciro sobre possível apoio a Ronaldo Caiado (PSD) ou Renan Santos (Missão) na corrida ao Palácio do Planalto, em entrevista no Cariri, nesse sábado (18).
O pré-candidato tucano evitou citar Flávio Bolsonaro (PL), quando antes usava a desculpa da falta de apoio ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro a pré-candidatura do tucano Aécio Neves, político mineiro ao qual Ciro também já fez fortes críticas.
Com a desistência de Aécio e sua posição como presidente nacional do PSDB de que o partido não teria candidatura própria a Presidência da República, Ciro teve que contar com o projeto de família do presidente do PL no Ceará, André Fernandes, para manter o partido da extrema direita em sua aliança de oposição. André tem o pai Pastor Alcides como pré-candidato ao Senado na chapa a ser encabeçada por Ciro.
Perseguidor, desleal ingrato
Em live no último dia 24, Michelle apontou André Fernandes como “perseguidor, desleal e ingrato”, ao sacrificar os projetos da extrema direita no país pela pré-candidatura do pai.
De acordo com Michelle, André se aproveitou da prisão de Bolsonaro para garantir uma aliança com Ciro Gomes.
“Nunca foi para tirar o PT, e sim por projetos de poder”, disse Michelle.