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“Moralização da política” – Por Fátima Vilanova

Fátima Vilanova é Doutora em Sociologia pela UFC. Foto: Arquivo Pessoal.

“A máquina estatal tem que ser gerida por profissionais de carreira, concursados, e não por políticos”, aponta a socióloga Fátima Vilanova

Confira:

A raiz dos vícios da política, manifestos nos abusos de poder, nos privilégios, na corrupção, reside na perpetuação do poder pelos políticos. Poder conquistado, muitas vezes, comprando votos. Para esta doença, só o fim da reeleição é capaz de debelar o mal. Mas isto ainda é insuficiente. É preciso acabar com o loteamento da máquina pública, usado para retribuir o apoio dos partidos aliados, como cabide de emprego, para fidelizar o eleitor, e calar os críticos da administração.

A máquina estatal tem que ser gerida por profissionais de carreira, concursados, e não por políticos. Os acordos com os partidos aliados nas campanhas precisam ser feitos em torno de compromissos de efetivação de políticas públicas, definidos com os eleitores. Urge o banimento dos políticos da máquina estatal. Cargos, só o de secretário, no âmbito municipal e estadual, e de ministro, no federal.

Toda a corrupção começa na máquina loteada pelos políticos com aliados. O enredo é de conhecimento público, pelas notícias veiculadas na mídia, nas redes sociais. Licitações dirigidas, fraudulentas, superfaturamento, rachadinhas, tudo para fazer caixa de campanha e elevar patrimônio. Políticos sérios, decentes, existem, mas são raros. E os partidos políticos ficam silentes, ante os desmandos praticados.

E não para por aí. As emendas parlamentares, também, são fontes de desvios, e não podem continuar. Todos sabem, a imprensa noticia diariamente, a falta de transparência, a suspeita de compra de votos, de apoios, o uso mesmo criminoso delas. Além disso, a execução de orçamento é da competência do poder Executivo. Ao Legislativo, competem legislar, fiscalizar, e cobrar os compromissos de campanha assumidos pelos eleitos para o Executivo.

Cabe a pergunta: Por que tanta gente quer entrar para a política e busca eternizar-se nela? Porque a política virou emprego, bem remunerado, de muitas regalias e privilégios, e ainda tem as indicações políticas que eles podem fazer para os elevados cargos da Nação. Os governadores indicam apadrinhados para os Tribunais de Contas, para a direção do Ministério Público; e do Tribunal de Justiça, para direção (lista tríplice) e composição (Quinto Constitucional). O presidente da República indica para o Tribunal de Contas da União, para a Procuradoria Geral da União (por lista tríplice) e cortes superiores. É pouco? É uma lambança completa. Estas indicações políticas precisam acabar. O concurso público de provas e títulos é o caminho de acesso republicano, democrático, transparente, justo para as instituições de controle.

A razão de existir da política, ao contrário, é a de servir a população, aos que mais necessitam, promovendo justiça tributária, combate às desigualdades sociais, o que é praticamente ignorado pela maioria dos políticos. A atividade política é passada de pai para filho como se fosse herança; os políticos não largam o osso, para usar o dito popular. O compromisso com a população passa longe, só aparece nos discursos de campanha. A reeleição precisa acabar, com apenas um mandato para todos.

Para mudar a realidade revoltante da política, só com a participação da população, lutando por mudança radical, junto aos partidos políticos. Esta mudança radical envolve: o fim da reeleição, fim do loteamento da máquina pública, fim das ementas parlamentares, e fim das indicações políticas para os tribunais de contas e cortes superiores. É isto que proponho no Movimento pela Moralização da Política. Se você concorda com estas bandeiras, siga-me no YouTube (@fatimavilanova6810), compartilhando o vídeo do Movimento pela Moralização da Política com seus contatos e grupos do Ceará e de todo o Brasil. O Brasil agradece.

Fátima Vilanova é Doutora em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará (UFC), Idealizadora da Ouvidoria da Universidade Estadual do Ceará (UECE), e sua primeira ouvidora, e autora do livro: “Está tudo errado…” (Disponível na Amazon).

Você pode me acompanhar no YouTube, no programa Democracia Radical, nos perfis: @fatimavilanova6810, @josemariaphilomeno

Eliomar de Lima: Sou jornalista (UFC) e radialista nascido em Fortaleza. Trabalhei por 38 anos no jornal O POVO, também na TV Cidade, TV Ceará e TV COM (Hoje TV Diário), além de ter atuado como repórter no O Estado e Tribuna do Ceará. Tenho especialização em Marketing pela UFC e várias comendas como Boticário Ferreira e Antonio Drumond, da Câmara Municipal de Fortaleza; Amigo dos Bombeiros do Ceará; e Amigo da Defensoria Pública do Ceará. Integrei equipe de reportagem premiada Esso pelo caso do Furto ao Banco Central de Fortaleza. Também assinei a Coluna do Aeroporto e a Coluna Vertical do O POVO. Fui ainda repórter da Rádio O POVO/CBN. Atualmente, sou blogueiro (blogdoeliomar.com) e falo diariamente para nove emissoras do Interior do Estado.

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