“Mulheres: parem de matá-las” – Por João Teles

Professor João Teles. Foto: Reprodução

Num passado recente ouvíamos o povão chamar o político presidente da República de “Tranquedo” Neves, que era um mineiro, lá das Alterosas e vinha-nos com uma aura de mudança, uma vez que era tido como um político sério, ficávamos encafifados com o futuro do País: – Vai dar certo, isso?

Depois nos veio o representante de uma oligarquia lá das Alagoas, o “Colla”, via Globo; achávamos que estávamos no pior dos mundos. Mas o pior, o muito pior, viria depois. Essa última veio pra desunir família, liquidar pretensões igrejeiras, corromper pastores, vender almas e espalhar imodéstia e armas.

Resultado: os machos brancos e ricos, de pouco dinheiro, ou até pobres, estão matando as mulheres, no atacado.

Em nome da Família, da Moral e até de Deus, estão executando nossas primas, irmãs, companheiras de trabalho, vizinhas… Uns covardões, que deveriam ficar em casa trancafiados (ou na cadeira), pra aprender que Política é atividade nobre e não esconderijo de quem não paga o sal que consome!

Onde será que tudo isso vai parar? Até quando o Congresso e as outras autoridades vão permitir que isso continue acontecendo? Estão executando nossas meninas. Estão matando o futuro de um país, que deveria estar preocupado com escola, emprego, habitação, prática esportiva, estágio, rumo correto pra vida. Mas não. Estamos assoberbados, preocupados com o amanhã de meninos, meninas e mulheres. Estas últimas estão sendo dizimadas. E, na maioria dos casos, por quem deveria protegê-las.

Nas escolas, igrejas, palácios, construções… isso deveria ser assunto obrigatório. As mulheres gritam nas ruas e avenidas: – Parem de nos matar!

E ninguém escuta? Quem querem que escute? Os bandidos, valentões, de arma na mão?

Quem tem que escutar essas mães, trabalhadoras, professoras, motoristas, agricultoras… é o Congresso, a Justiça. Esses tem que crescer pra cima do banditismo, dos feminicidas, para dar cabo às pretensões maléficas dos inimigos das nossas companheiras. Cabe a cada um de nós gritar alto, para pelo menos diminuir essa onda maldita de sofrimento das pessoas, que só porque nasceram para ser mães, companheiras, amigas, trabalhadoras, engenheiras do bem, estão sofrendo, exatamente por sua condição de gênero. Chega!

João Teles de Aguiar
Professor e historiador
Integrante do Projeto Confraria de Leitura

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