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“Não existe perda”

Valmir Pontes Filho é jurista, professor e ex-procurador-geral do município de Fortaleza. Foto: Divulgação

“Foge da nossa consciência crítica um pressuposto inarredável: Deus, essencialmente justo e bom, jamais iria querer o nosso mal”, aponta em artigo o jurista e professor Valmir Pontes Filho. Confira:

Perdemos, ao longo de nossa existência terrena, muitas coisas. A juventude, a saúde plena, (supostas) amizades, a capacidade física de pular um muro ou de acordar tarde (sem culpas). Refiro-me, é claro, aos mais velhos como eu. Mas mesmo os jovens, crianças até, perdem a esperança (não deviam, mas perdem), amores, sonhos e, às vezes, algum dos pais (ou os dois), o que lhes deixa, num primeiro momento, completamente à deriva.

Não fomos “programados” para aceitar essas perdas. Parece até que elas nos chegam como um “castigo de Deus”, absolutamente imerecido, segundo nosso (sempre precário) julgamento. E nos quedamos depressivos e/ou revoltados, posto que nada disto seria “justo”. Foge da nossa consciência crítica um pressuposto inarredável: Deus, essencialmente justo e bom, jamais iria querer o nosso mal. Se quisesse, Deus não seria!

Tudo em nossa existência tem uma explicação e motivo, por conta da lei (esta sim, natural) da causa e efeito. Nem nada nos acontece por acaso, Aliás, o “acaso” é um pseudônimo que Ele usa quando não quer assinar suas obras. Se algo de doloroso nos acontece, explicação há de haver. E há! Não fosse assim, viveríamos sem explicações racionais para os fatos e, portanto, despidos de raciocínio lógico.

Imaginem os pais que “perdem” um filho ou filha, de doença ou acidente, não importa. Existe algo mais contra “a ordem natural dos acontecimentos”? Como explicar isto? É fácil, embora dificílimo para os descrentes e materialistas. Ou os próprios filhos, ou os seus pais (ou todos), de certo algo fizeram antes para dar causa ao infortúnio atual. Em vidas passadas estão as causas dele (infortúnio atual), queiram vocês crer ou não, caros leitores, na reencarnação.

Todavia, não se trata de “perda”. O que morre é o corpo físico, mero “envelope”, simples carapaça transitória, que se esboroa com o passar do tempo na Terra, planeta que não passa de um “grão de poeira cósmica” (Carl Sagan) e onde expiamos e provamos culpas passadas. Os nossos entes queridos, sejam pais ou filhos, continuam a existir, sim, só que em plano espiritual, ultrafísico, mas plenamente capazes de se comunicar conosco. Isto não é nada fantasmagórico (no sentido tradicional – e assustador – da expressão), mas absolutamente natural e Divino.

Digo mais: a vontade e disposição deles de falar conosco, de nos ver bem e confortados, é muito maior do que a nossa de sentir a sua presença. Mas não devemos jamais nos desesperar, apenas sentir saudade, o que é natural.

Alguns amigos e conhecidos podem vir a achar que “enlouqueci” (risos). Mas a eles garanto que não. Jamais me vi tão lúcido e racional quanto agora. Não vejo almas, posto que (feliz ou infelizmente não sou médium), mas as sinto e com elas me comunico com uma frequência que me surpreende. Deus, de quem Jesus é filho dileto e iluminado, me tem misericórdia. Ainda bem!

Valmir Pontes Filho é jurista e professor

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