“O lado bom de termos um ano curto pela frente é que as coisas acontecem mais rápido”, aponta o jornalista Paulo Rogério
Confira:
Atenção meu povo brasileiro! Começa nesta quarta-feira de cinzas, pelo menos pré-oficialmente, o ano de 2026. Esqueçam primeiro de janeiro e outros dias coadjuvantes. O ano começa agora.
E bem devagarinho que é para a preguiça ir saindo aos poucos da avenida. Só depois de meio-dia que é para dar tempo à ressaca – moral e etílica – dispersar na apoteose da rotina.
Pensando bem, 2026 vai seguir essa cadência fora de ritmo. Em abril tem outro feriado, maio mais um, tem semana santa, Copa do Mundo e ainda eleições. Fica difícil subir a ladeira desse jeito. No quesito produção, 2026 vai ser altamente penalizado: noooota 7.
Talvez seja salvo pela ala do entretenimento: nota 10. Tem praia e festa para todos os gostos. Nunca se investiu tanto em shows neste Carnaval. Que o diga a população de Paracuru. Quero só ver na hora de pagar a conta.
Eu mesmo entrei na onda. Em pouco mais de 40 dias já percorri sete estados, duas Regiões. Do Ceará para a Bahia, do Ceará para o Maranhão e Tocantins. Já se vão quase 4 mil quilômetros. Tudo de carro, desfilando pelo asfalto das BRs. Quero ver na hora que chegar as contas, as minhas, lógico.
O lado bom de termos um ano curto pela frente é que as coisas acontecem mais rápido. Já temos um escândalo (Caso Master) e várias polêmicas, a começar da venda de área pública na Beira Mar a preço de banana para condomínio de luxo. Ora, meus nobres vereadores. Ora, meu nobre prefeito!
E tem ainda os tais penduricalhos do serviço público, temporariamente suspensos. Coitados dos senhores juízes e desembargadores. Mesmo com salários de R$ 40 mil, precisam de auxílio para alugar uma casa, comprar paletó, auxílio-alimentação e até uma ajudinha para pagar celular. Tadinhos.
Vamos todos ajudar a pagar o Iphone de última geração do meritíssimo.
Paulo Rogério
Jornalista
paulorogerio42@gmail.com