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“O eterno campeão” – Por José Maria Pontes

José Maria Pontes é médico e ex-vereador de Fortaleza. Foto: Reprodução

“Ao ser convidado para jogar por um time que pertencia à NBA (nos EUA, onde os profissionais ganhavam muito dinheiro), se recusou. Perguntado por que não aceitou a proposta de um time da NBA, disse: porque preferia jogar pela seleção do seu país”, aponta o médico José Maria Pontes. Confira:

Quando adolescente gostei e pratiquei futebol e comecei, ainda menino, nas peladas de praia do Jacarecanga, com bola de borracha e jogando futebol de salão na quadra da Marinha, porém teve uma época que me liguei muito ao basquete, não praticando, mas torcendo, principalmente pela seleção brasileira e um atleta foi responsável, um cestinha do nosso canarinho. Foi um jogador que fez muitos brasileiros se apaixonar pelo basquete: OSCAR SCHMIDT.

A força de vontade deste jogador, de 2,05 metros, era tão grande, que após os treinos, enquanto os outros atletas se retiravam da quadra, ele permanecia treinando sozinho, ficava fazendo os arremessos de média e longa distância em direção à cesta, eram centenas após cada treino e foi se aperfeiçoando e criando intimidade com a bola e a cesta. Tinha o apelido de MÃO SANTA, mas sempre dizia: não sou Mão Santa, sou Mão Treinada.

No Brasil, jogou por grandes clubes como o Palmeiras, o Corinthians e o Flamengo (seu último clube). Na Europa jogou em times de vários países. Na nossa seleção e nos times que jogou na Europa e no Brasil era a grande estrela e tinha uma grande liderança sobre seus colegas.

Oscar Schmidt era nordestino, nasceu em Natal (RN) e ainda jovem foi para São Paulo. Há 15 anos tomou conhecimento que era portador de um câncer no cérebro e durante este tempo combateu com grande dignidade a doença. Há poucos dias (17/04/2026), a imprensa no Brasil e no exterior divulgou uma notícia que abalou o meio esportivo, a partida de um gigante do basquete no Brasil e no mundo. Schmidt estava em sua residência e passou mal, foi levado para o hospital e lá foi diagnosticado que teve uma parada cardíaca. A família não divulgou a causa morte. Ele sempre se preparou para este momento, era muito católico e ao fazer uma visita, com a família, ao PAPA FRANCISCO disse que o Papa era a pessoa mais importante do mundo.

Foi sempre muito respeitado pelos seus colegas de profissão e era um líder no meio esportivo, deixou um legado para as novas gerações e um exemplo de dedicação ao esporte. Amava nosso país.

Um fato em sua vida mostrou o amor que tinha pela nossa seleção: ao ser convidado para jogar por um time que pertencia à NBA (nos EUA, onde os profissionais ganhavam muito dinheiro), se recusou. Perguntado por que não aceitou a proposta de um time da NBA, disse: porque preferia jogar pela seleção do seu país.

A Federação Internacional de Basquete não permitia que profissional que jogasse pelos times da NBA, jogasse pelas seleções de seus países.

Vejamos os números de pontos feitos por Oscar Schmidt:

Foi o segundo maior cestinha de todos os tempos com 49.737 pontos.
Foi o maior cestinha da história das olimpíadas com 1093 pontos (participou de cinco olimpíadas).
Foi o maior cestinha da seleção brasileira com 7.693 pontos.
Fez o maior número de pontos em uma única partida olímpica com 55 pontos contra a Espanha em1988.

Vamos ver os títulos e medalhas:

Medalha de ouro no Pan-Americanos de 1987 nos EUA. Ganhou na final dos EUA na sua própria casa (fato histórico). Talvez tenha sido o seu maior feito.
Medalha de bronze nos jogos Pan-Americanos em 1979 em Porto Rico.
Medalha de Bronze no Campeonato Mundial nas Filipinas em 1978.
Medalha de Bronze na Copa América no México em 1989.
Três Medalhas de Ouro nos Campeonatos Sul-Americanos do Chile em 1977, Brasil em 1983 e Colômbia em 1985.
Medalha de Prata nos Sul-Américanos de 1979 e 1981.
Campeão do Pré-olímpico, por duas vezes, sete vezes campeão brasileiro, cinco vezes campeão paulista e campeão mundial interclubes pelo Sírio, entre outros.

Os números falam mais alto.

Parabéns Oscar, o Brasil agradece, você nunca morrerá e estará sempre vivo em nossos corações.

José Maria Pontes é médico e ex-vereador de Fortaleza

Eliomar de Lima: Sou jornalista (UFC) e radialista nascido em Fortaleza. Trabalhei por 38 anos no jornal O POVO, também na TV Cidade, TV Ceará e TV COM (Hoje TV Diário), além de ter atuado como repórter no O Estado e Tribuna do Ceará. Tenho especialização em Marketing pela UFC e várias comendas como Boticário Ferreira e Antonio Drumond, da Câmara Municipal de Fortaleza; Amigo dos Bombeiros do Ceará; e Amigo da Defensoria Pública do Ceará. Integrei equipe de reportagem premiada Esso pelo caso do Furto ao Banco Central de Fortaleza. Também assinei a Coluna do Aeroporto e a Coluna Vertical do O POVO. Fui ainda repórter da Rádio O POVO/CBN. Atualmente, sou blogueiro (blogdoeliomar.com) e falo diariamente para nove emissoras do Interior do Estado.

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