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“O Pix e o tormento mental dos bolsonaristas” – Por Jair de Souza

Jair de Souza é economista

“O pix veio a representar um golpe muito forte contra os interesses dos megaoligopólios financeiros dos Estados Unidos, como Visa e Mastercard”, aponta o economista Jair de Souza

Confira:

É impossível negar a realidade visível: o Pix se tornou um enorme tormento para a cúpula dirigente da extrema direita bolsonarista. Contudo, antes de explicar os motivos que estão por trás do atual pânico que acomete os bolsonaristas, convém fazer uma breve retrospectiva sobre o surgimento deste inovador sistema de pagamentos e sua evolução até os dias atuais.

Sua origem se remonta o ano 2013, quando, em pleno governo de Dilma Rousseff, os técnicos do Banco Central começaram a desenvolver estudos para um projeto que visava agilizar os processos de compensações financeiras em nosso país.

As equipes técnicas do Banco Central continuaram avançando em seu trabalho mesmo após o golpe parlamentar que destituiu Dilma Rousseff e instalou Michel Temer na presidência. Em 2020, já no governo dirigido por Jair Bolsonaro, o Pix entrou oficialmente em função e passou a ser adotado em todo nosso sistema bancário.

A dúvida colocada é saber a qual governante atribuir o mérito pela criação do pix, visto que sua projeção teve início no exercício de Dilma, avançou no período da usurpação de Temer e se efetivou na administração Bolsonaro. Em resposta, poderíamos dizer que a todos eles, e a nenhum deles. É que todo o trabalho sempre partiu e foi feito de forma autônoma pelas próprias equipes técnicas do Banco Central, sem nenhuma participação direta dos governantes de turno. A estes, resta o mérito de não haver colocado entraves que inviabilizassem a concretização do projeto.

Se, até pouco tempo atrás, os bolsonaristas queriam de todas as maneiras serem reconhecidos como os criadores do Pix, agora isto lhes está tirando o sono. A razão para tal é mais ou menos simples de entender. O Pix veio a representar um golpe muito forte contra os interesses dos megaoligopólios financeiros dos Estados Unidos, como Visa e Mastercard. Isto se deve a que, com o significativo crescimento da preferência do público brasileiro pelo uso do Pix em todas as suas transações, os grupos financeiros gringos estão deixando de ganhar centenas de bilhões de reais.

E por que isto incomodaria aos bolsonaristas? Bem, o motivo também não é de difícil compreensão. Basta que tenhamos sempre em mente que o bolsonarismo é um movimento de extrema direita que foi criado sob a tutela absoluta de seus mentores estadunidenses. Então, como quem comanda a luta das corporações gringas contra o pix é seu principal orientador político a nível mundial, aquele a quem todos os bolsonaristas veneram como a expressão máxima a ser seguida e obedecida, ou seja, Donald Trump, aí, o bolsonarismo entrou em paranoia.

Como continuar querendo ganhar pontos junto ao povo brasileiro como os criadores do pix, se isto causa terror ao grande líder que eles prometeram seguir sem pestanejar? Este é o grande dilema que está transtornando a mente dos próceres do bolsonarismo.

Se, de fato, almejassem fazer valer suas reivindicações junto ao povo brasileiro de que são os verdadeiros arquitetos e criadores do Pix, deveriam estar na linha de frente daqueles que estão gritando: “Trump, tire suas patas de nosso Pix”. Mas, agir assim seria equivalente a cometer suicídio, posto que a razão de ser do bolsonarismo é zelar pela preservação dos grandes lucros do imperialismo gringo no Brasil.

Portanto, como havíamos dito no início, estamos em um momento de grandes tormentos mentais para todos os que comandam as hostes do mais entreguista e submisso movimento político que o imperialismo tem em nosso país. Aos que desejam analisar a situação dentro de parâmetros do humanismo e da condescendência cabe levar em conta o grande sofrimento mental pelo qual eles estão passando.

Jair de Souza é economista formado pela UFRJ e mestre em linguística também pela UFRJ

Eliomar de Lima: Sou jornalista (UFC) e radialista nascido em Fortaleza. Trabalhei por 38 anos no jornal O POVO, também na TV Cidade, TV Ceará e TV COM (Hoje TV Diário), além de ter atuado como repórter no O Estado e Tribuna do Ceará. Tenho especialização em Marketing pela UFC e várias comendas como Boticário Ferreira e Antonio Drumond, da Câmara Municipal de Fortaleza; Amigo dos Bombeiros do Ceará; e Amigo da Defensoria Pública do Ceará. Integrei equipe de reportagem premiada Esso pelo caso do Furto ao Banco Central de Fortaleza. Também assinei a Coluna do Aeroporto e a Coluna Vertical do O POVO. Fui ainda repórter da Rádio O POVO/CBN. Atualmente, sou blogueiro (blogdoeliomar.com) e falo diariamente para nove emissoras do Interior do Estado.

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