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“O que não esperar de um novo ano?” – Por Ernesto Antunes

Ernesto e um dos seus livros: "Empreendedorismo - Casos e cases de sucesso". Foto: Diivulgação

Com o título “O que não esperardeum novo ano?”, eis artigo de Ernesto Antunes, escritor, administrador e consultor empresarial. “No meu caso, por exemplo, pretendo lançar um novo livro em 2026. Enfim, comecei ontem a escrevê-lo. Tudo isso requer uma grande reflexão, pois não podemos procrastinar certas ações que poderiam ser realizadas hoje, sob pena de não se conseguir resolver mais no tempo ideal. O amanhã pode ser tarde”, expõe o articulista. 

Confira:

Lendo o significado da palavra esperança, vejo que “é o sentimento de quem vê como possível a realização daquilo que se deseja”. Baseado nesse significado, é natural que, quando se inicia um novo ano, metas e novos ciclos de vida também se abram para as pessoas, em diversas áreas de atuação e de visão. Sempre ouvimos, nesse período, pessoas com planos, inclusive audaciosos, de realizações, mas sem antes conhecer ou saber a real trajetória para atingir aquele objetivo. Às vezes, percebo que isso parece uma cobrança crítica pelo que não foi realizado no ano anterior, como se a nossa vida fosse movida por um simples relógio que marca o tempo e as datas.

Inicialmente, entendo que as pessoas precisam identificar-se com o que é necessário, importante, prazeroso e desafiador, ou com aquilo que vai resolver situações e problemas existentes. Realizar planos e metas não é modismo, nem algo que deva ser feito apenas para satisfazer os outros, independentemente de ser no início de um novo ano, pois existem pessoas que costumam protelar situações urgentes e emergenciais, empurrando para o início do ano novo. Sejam questões de saúde, financeiras, de empregabilidade e até de qualidade de vida.

Ouvimos sempre as mesmas frases ou chavões, como: “no início do ano vou entrar em uma academia para emagrecer”, ou “quando iniciar o ano, vou começar a estudar para um concurso”, “quando entrar o ano, vou procurar emprego”, “no início do ano vou juntar dinheiro para comprar uma casa”, “vou parar de beber”…

Sempre me pergunto a razão de esperar iniciar o ano para começar a trilhar a realização de um sonho ou objetivo, quando o primeiro passo deve sempre começar agora. Eu, particularmente, avalio o senso de urgência das coisas para fazer a priorização do que é muito ou pouco importante, para que comece imediatamente a atuar, pois, como ofício, ensino que um problema bem resolvido hoje evitará maiores problemas e estragos no futuro. Imagine um relacionamento sentimental viver em eterna desavença e o casal resolver a famosa DR adiando para um novo ano começar. Imagine um problema grave de saúde ser resolvido quando o ano iniciar, podendo, nesse hiato, causar uma
maior gravidade da doença. Imagine aquele time de futebol que está prestes a cair para a divisão inferior e resolve trocar o treinador quando o campeonato acabar.

No meu caso, por exemplo, pretendo lançar um novo livro em 2026. Enfim, comecei ontem a escrevê-lo. Tudo isso requer uma grande reflexão, pois não podemos procrastinar certas ações que poderiam ser realizadas hoje, sob pena de não se conseguir resolver mais no tempo ideal. O amanhã pode ser tarde.

Recentemente, ao atender uma empresa do segmento de confecção que estava endividada e com séria tendência de falência, tive que agir com urgência, pois costumo afirmar que o nosso papel principal é não deixar que as instituições cheguem à UTI, ou seja, ao declínio, mercadologicamente falando. Conseguimos salvar esse “paciente” que, mesmo com sequelas, sobreviveu dentro de uma nova realidade financeira. Pense se deixássemos para resolver essa pendência para depois ou ao findar do exercício.

Portanto, não devemos esperar para realizar algo que exige urgência ou ações iniciais, pois, com o dinamismo do mundo profissional, até mesmo você, universitário, ao aguardar a formatura para buscar se recolocar no mercado de trabalho, poderá perceber que será tarde demais se não tiver já “cavado” o seu espaço antes, com atitudes, estágios, laboratórios e ações pertinentes, podendo tornar-se mais uma vítima em esperar o bloco passar ou o novo ano começar.

Como diz o escritor Bruno Daniel: “Não espere para começar o amanhã, pois ele pode não existir.”

*Ernesto Antunes

Escritor, Administrador e Consultor Empresarial.

Eliomar de Lima: Sou jornalista (UFC) e radialista nascido em Fortaleza. Trabalhei por 38 anos no jornal O POVO, também na TV Cidade, TV Ceará e TV COM (Hoje TV Diário), além de ter atuado como repórter no O Estado e Tribuna do Ceará. Tenho especialização em Marketing pela UFC e várias comendas como Boticário Ferreira e Antonio Drumond, da Câmara Municipal de Fortaleza; Amigo dos Bombeiros do Ceará; e Amigo da Defensoria Pública do Ceará. Integrei equipe de reportagem premiada Esso pelo caso do Furto ao Banco Central de Fortaleza. Também assinei a Coluna do Aeroporto e a Coluna Vertical do O POVO. Fui ainda repórter da Rádio O POVO/CBN. Atualmente, sou blogueiro (blogdoeliomar.com) e falo diariamente para nove emissoras do Interior do Estado.

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