Com o título “Os (muitos) dramas da Educação”, eis artigo de João Teles de Aguiar, professor e historiador. “Os professores reclamam, relatam problemas na sala dos docentes e, diante das gestões escolares, enchem os consultórios de Psicologia e Psiquiatria. Mas, parece, nada faz efeito. O que será feito contra tal quadro?”, expõe o articulista.
Confira:
De uma página da Net, pesquei esse trecho de um texto que nos fala tantas verdades dos tempos de hoje: “A batalha da escola não se limita a vencer a inércia dos alunos ou a superar conflitos geracionais; trata-se de um embate contra uma força que molda cérebros impacientes e incapazes de tolerar o processo lento e gratificante do conhecimento.”
O que vão fazer os pais e educadores diante de tudo isso? Essa força se impõe, no meio de nós, com a truculência de um búfalo.
Nas escolas, temos professores desnorteados e confusos (e muitas vezes doentes), por conta de tantas demandas tão agigantadas pelo tempo. Está difícil lidar com a escola e sua carga social.
Os professores reclamam, relatam problemas na sala dos docentes e, diante das gestões escolares, enchem os consultórios de Psicologia e Psiquiatria. Mas, parece, nada faz efeito. O que será feito contra tal quadro?
Os problemas na escola tendem a se avolumar por razões óbvias: a sociedade está meio em parafuso, as famílias vivem processos de desmonte e o futuro…sei lá!
As secretarias de Educação precisam sair de inércia, chamar seus gestores e professores para longas conversas e subsidiar as escolas. Isso é para ontem.
A bomba já estourou e o estrago é grande. Ou ainda não viram nada? Ou estão se fazendo de desentendidos, enquanto a escola pena e os pais e responsáveis por alunos ficam feito barata tonta, em meio a índices educacionais despencando?
A escola foi relegada a segundo plano, por muito tempo. Por décadas e séculos; não à toa, ainda hoje ela recebe migalhas oficiais para realizar um absurdo de coisas.
É pouco dinheiro para cobrir tanta despesa, desde o simples conserto de ventiladores à aquisição de armários, birôs e até brinquedos.
Diante dessa realidade, sobra dinheiro para comprar livro e material ligado à Literatura? É difícil.
Na maioria das escolas, as salas onde o aluno pode ter contato com a leitura são unilateralmente trancafiadas, sem que satisfação seja dada a alguém. Fecha-se biblioteca como se derruba uma árvore. Com a maior facilidade e desfaçatez!
E o diálogo das secretarias de educação com os professores… quase nem existe.
*João Teles de Aguiar
Professor e historiador, integrante do Projeto Confraria de Leitura