“Peçamos a força de um jejum que também passe pela língua, para que diminuam as palavras ofensivas e aumente o espaço dado à voz do outro. E comprometamo-nos a fazer das nossas comunidades lugares onde o clamor de quem sofre seja acolhido e a escuta abra caminhos de libertação, tornando-nos mais disponíveis e diligentes no contributo para construir a civilização do amor. De coração, abençoo todos vocês e o seu caminho quaresmal”.
A mensagem é do Papa Leão 14, neste domingo (15), para o período da Quaresma.
Leão 14 aponta que é preciso empreender o caminho de conversão, que começa quando nos deixamos alcançar pela Palavra e a acolhemos com docilidade de espírito, “pois a disponibilidade para escutar é o primeiro sinal com que se manifesta o desejo de entrar em relação com o outro”.
“Entre as muitas vozes que passam pela nossa vida pessoal e social, as Sagradas Escrituras tornam-nos capazes de reconhecer aquela que surge do sofrimento e da injustiça, para que não fique sem resposta”, ressaltou o Pontífice.
“Se a Quaresma é um tempo de escuta, o jejum constitui uma prática concreta que nos predispõe a acolher a Palavra de Deus. Por implicar o corpo, é útil para discernir e ordenar os ‘apetites’, para manter vigilante a fome e a sede de justiça, subtraindo-a à resignação e instruindo-a a fim de se tornar oração e responsabilidade para com o próximo. No entanto, para que o jejum conserve a sua autenticidade evangélica e evite a tentação de envaidecer o coração, deve ser sempre vivido com fé e humildade e deve incluir também outras formas de privação”, observou.
(Blogdoeliomar com o Vatican News)