A Petrobras registrou um lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026, em desempenho sustentado pela forte geração de caixa, pelo avanço da produção de óleo e gás e por efeitos positivos da valorização do real frente ao dólar. A companhia também reportou EBITDA ajustado sem eventos exclusivos de R$ 61,7 bilhões e lucro líquido sem eventos exclusivos de R$ 23,8 bilhões no período.
Segundo a companhia, o desempenho financeiro foi influenciado pela “excelente performance operacional”, com destaque para a produção de óleo e gás, que cresceu 3,7% na comparação com o quarto trimestre de 2025. A valorização do real diante do dólar também contribuiu para o resultado contábil do trimestre.
O diretor financeiro e de Relacionamento com Investidores da Petrobras, Fernando Melgarejo, afirmou que a companhia manteve consistência nos indicadores financeiros. “Entregamos resultados financeiros consistentes no primeiro trimestre de 2026, mantendo a forte geração de caixa com Fluxo de Caixa Operacional de US$ 8,4 bilhões, sustentado pela excelente performance dos nossos ativos e por recordes de produção de óleo e gás. Nossos investimentos estão se convertendo em crescimento da produção, demonstrando a solidez e a eficácia da nossa estratégia de criação de valor.”
A receita de vendas somou R$ 123,7 bilhões no trimestre, leve alta de 0,4% ante o mesmo período de 2025 e queda de 2,9% em relação ao quarto trimestre de 2025. O lucro bruto atingiu R$ 59,6 bilhões. Já o fluxo de caixa operacional foi de R$ 44 bilhões, enquanto o fluxo de caixa livre chegou a R$ 20,1 bilhões.
No resultado sem eventos exclusivos, o lucro líquido atribuído aos acionistas da Petrobras ficou em R$ 23,8 bilhões, recuo de 7,2% frente ao trimestre anterior e alta de 0,9% na comparação anual. Com a inclusão dos eventos exclusivos, o lucro líquido mais que dobrou em relação ao quarto trimestre de 2025, avançando 109,9%.
Entre os fatores extraordinários, a Petrobras destacou ganhos com variação cambial entre real e dólar, reversões de impairment e outros efeitos contábeis. A empresa informou que tais itens foram destacados para facilitar a avaliação do desempenho recorrente.
A companhia também ressaltou que o aumento recente dos preços do petróleo e o recorde de produção ainda não tiveram reflexo integral nas receitas do primeiro trimestre. De acordo com o relatório, há uma defasagem natural entre o embarque das cargas e o reconhecimento das vendas, que ocorre quando há transferência da titularidade nos portos de destino.
(Com Brasil 247)