PM de São Paulo promove aluna-soldado que matou mãe de 5 filhos em abordagem desastrosa

Yasmin Cursino é a policial que matou com um tiro à queima-roupa a ajudante de serviços gerais Thawanna, mãe de 5 filhos

Duas semanas depois de assassinar com um tiro no peito a ajudante-geral Thawanna Salmázio, mãe de cinco filhos, com idades entre 5 e 13 anos, a então aluna-soldado Yasmin Cursino Ferreira, 21, foi promovida nessa sexta-feira (17) ao posto de soldado pela Polícia Militar de São Paulo. Com a promoção, ela teve uma elevação salarial de cerca de R$ 1 mil, podendo chegar a R$ 2 mil com os benefícios, totalizando cerca de R$ 6 mil entre salário e benefícios.

A morte da ajudante-geral ocorreu após uma abordagem desastrosa e preconceituosa, segundo o tenente-coronel PMSP RR Adilson Paes, pesquisador em segurança pública.

Thawanna e o marido voltavam a pé de um passeio na madrugada do último dia 3, na Zona Leste de São Paulo, quando a viatura conduzida pelo soldado veterano Weden Soares bateu com o retrovisor na mão do marido da vítima. Segundo testemunhas, o soldado para a viatura e dá uma ré para tomar satisfação com o homem, que justificou o estreitamento da calçada para andar na rua.

O policial veterano desce do veículo e manda a então aluna-soldado permanecer no carro, mas ela desobedece e vai para cima de Thawanna. Instantes depois, um disparo foi ouvido. A aluna disparou contra o peito da ajudante-geral. O soldado veterano a princípio esboça uma reação de desespero e depois diz para a colega que “já foi”, segundo imagens da câmara corporal do veterano. A aluna não portava câmara corporal, apesar de portar uma arma.

Em sua versão inicial, a aluna disse que levou um tapa no rosto e revidou com um tiro, depois mudou a versão para uma tentativa da vítima em tomar a sua arma. Testemunhas afirmaram que a policial deu um tapa no rosto da ajudante-geral, que teria perguntado se ela estaria “louca” e revidou com um tapa na mão da aluna, que então puxou a arma e atirou.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo esclarece que a soldado Yasmin Cursino Ferreira segue afastada de suas funções e que não teria ocorrido uma promoção, apenas um ajuste programado a todos os alunos-soldados.

Eliomar de Lima: Sou jornalista (UFC) e radialista nascido em Fortaleza. Trabalhei por 38 anos no jornal O POVO, também na TV Cidade, TV Ceará e TV COM (Hoje TV Diário), além de ter atuado como repórter no O Estado e Tribuna do Ceará. Tenho especialização em Marketing pela UFC e várias comendas como Boticário Ferreira e Antonio Drumond, da Câmara Municipal de Fortaleza; Amigo dos Bombeiros do Ceará; e Amigo da Defensoria Pública do Ceará. Integrei equipe de reportagem premiada Esso pelo caso do Furto ao Banco Central de Fortaleza. Também assinei a Coluna do Aeroporto e a Coluna Vertical do O POVO. Fui ainda repórter da Rádio O POVO/CBN. Atualmente, sou blogueiro (blogdoeliomar.com) e falo diariamente para nove emissoras do Interior do Estado.

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