Projeto no Meireles aposta em boulevard aberto e ausência de muros

Artse Meireles e um projeto arquitetônico arrojado.Fotot: Divulgação

Fortaleza começa a revisar o modelo tradicional de condomínios fechados e apostar em soluções ousadas, mas que asseguram o equilibrio entre sustrentabilidade, conforto e bem-estar coletivo.

No bairro Meireles, um novo empreendimento aposta em boulevard aberto ao público e ausência de muros, sinalizando mudança prática na relação entre edifício e rua. Trata-se do Artse Meireles, novo empreendimento da A & B Incorporações.

Assinado pela arquiteta Renata Tilli, oriunda de uma família que trabalha no segmento paisagístico há mais de um século, o desenho das áreas verdes propõe uma relação direta entre edifício, espaço urbano e pessoas, reforçando o conceito de slow living e de gentileza urbana em um dos bairros mais cosmopolita de Fortaleza.

Integração

O projeto inclui a criação de um boulevard concebido para ser usufruído também por quem circula pela região, já que a obra não terá muros. A proposta busca ampliar a permeabilidade do terreno e fortalecer a integração com o entorno imediato.

Para Renata Tilli, o paisagismo cumpre um papel que vai além da estética, pois ele traduz “uma forma mais generosa de ocupar o solo urbano, reconhecendo que a natureza é um bem coletivo”.

Essa visão orientou as decisões do projeto, desde a abertura do jardim ao público, até a escolha de uma vegetação adequada para o clima de Fortaleza, garantindo durabilidade e vitalidade ao longo do tempo.

O desenho privilegia espécies resistentes, adaptadas ao ambiente urbano e às altas temperaturas, criando um espaço acolhedor, funcional e acessível. A intenção é que o jardim seja vivido no cotidiano, sem excessos formais, convidando à pausa, ao encontro e ao caminhar mais lento em meio à cidade.

Humanização

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Segundo o engenheiro Aristarco Sobreira, presidente da A & B Incorporações, integrar o paisagismo ao espaço público faz parte de uma visão mais ampla sobre o papel da arquitetura na construção de cidades mais humanas.

“Quando o projeto se abre para a cidade, ele deixa de ser apenas um edifício e passa a contribuir com a vida urbana. O paisagismo, nesse contexto, não é complemento, é parte essencial da experiência de quem mora, trabalha ou simplesmente passa por ali”, afirma.

Pelo coletivo

Ao assumir o paisagismo como extensão da arquitetura e da rua, o projeto reforça uma nova forma de pensar os empreendimentos urbanos.

Nele, natureza, cidade e pessoas coexistem de maneira mais equilibrada, transformando o espaço construído em um convite à convivência e ao bem-estar coletivo.

SERVIÇO

*Artse Meireles – Rua Pereira Valente, 1313 • Meireles, Fortleza.

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