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“Qual a diferença entre ganhar dinheiro e construir patrimônio?” – Por Arthur Lemos

Arthur Lemos é administrador e experiente na área de finanças. Foto: Divulgação

Com o título “Qual a diferença entre ganhar dinheiro e construir patrimônio?”, eis artigo de Arthur Lemos, CEO e sócio fundador da Empreender Dinheiro, e administrador com MBA em Finanças Corporativas pela FGV. “Construção patrimonial não é sobre seguir a moda do mercado, nem sobre buscar risco pelo risco. É sobre estratégia, diversificação inteligente e organização”, expõe o articulista.
Confira:
Muitos profissionais extremamente bem pagos, como executivos, médicos, engenheiros, funcionários públicos, ainda se sentem travados quando o assunto é construir patrimônio. Trabalham muito, têm boa renda, investem todos os meses, acompanham grandes educadores financeiros e, mesmo assim, têm a sensação de que a conta nunca fecha. Costumo dizer que o problema, na maioria das vezes, não está na disciplina, mas sim na estratégia.
O plano tradicional de “gaste menos do que ganha, invista todo mês e espere 30 anos” acaba não sendo o suficiente para quem deseja construir patrimônio. Esse modelo mais conservador, acaba colocando o investidor no risco de nunca atingir seus objetivos. Além de moroso, ele também é linear e não cria oportunidades reais de crescimento acelerado, que é o que, na prática, permite dar saltos patrimoniais. E a verdade é que quem construiu grandes fortunas raramente ficou apenas na renda fixa tradicional e em aportes mensais previsíveis.
Nos últimos anos, tenho visto investidores com maior patrimônio, e perfil mais arrojado, direcionarem parte do capital para aplicações mais conectadas à economia real e menos dependentes dos mercados tradicionais. Usinas solares, leilões imobiliários, participações diretas em ativos estruturados são exemplos claros disso.
Quem tem patrimônio maior busca três coisas: maior potencial de rentabilidade, mais controle sobre o investimento e ativos que façam sentido no longo prazo, inclusive do ponto de vista sucessório. Os leilões imobiliários são um bom exemplo. A aquisição de casas e apartamentos sempre fez parte da cultura patrimonial do brasileiro, mas o leilão traz um elemento estratégico: o desconto na origem. Comprar um imóvel retomado por uma instituição financeira com 30%, 40% ou até 50% abaixo do valor de mercado cria uma margem de segurança que praticamente não existe em outras modalidades. Muitas vezes, parte do ganho já está na compra.
Esse tipo de operação pode gerar retorno na revenda, na locação ou na composição de patrimônio familiar de longo prazo. E, diferente do investimento tradicional em fundos imobiliários ou ações, o investidor participa diretamente da estrutura do ativo. O mesmo acontece com investimentos estruturados em usinas solares. Ao investir diretamente no projeto, elimina-se parte dos intermediários do processo, o que aumenta o potencial de retorno. O investidor aporta o capital, participa da operação estruturada e recebe os lucros acordados, dentro de uma estratégia previamente desenhada.
Mas aqui existe um ponto fundamental: não se trata de “apostar” em algo diferente e sim de planejar. Construção patrimonial não é sobre seguir a moda do mercado, nem sobre buscar risco pelo risco. É sobre estratégia, diversificação inteligente e organização.
Ganhar dinheiro é importante. Ter uma boa renda é um privilégio. Mas renda alta não garante riqueza. O que transforma renda em liberdade é a capacidade de direcioná-la para ativos estratégicos, com potencial de crescimento real. Construir patrimônio exige sair do automático, entender que o modelo linear pode preservar, mas dificilmente acelera. E quem deseja alcançar um novo patamar precisa combinar disciplina com inteligência estratégica. É isso que separa quem apenas ganha bem de quem, de fato, constrói riqueza.
*Arthur Lemos
Especialista em finanças, fundador da Empreender Dinheiro (ED), uma consultoria financeira especializada em construção patrimonial familiar. Formado em administração de empresas, tem MBA em Finanças Corporativas pela FGV, e credenciado pela NACVA, nos Estados Unidos, como avaliador de empresas profissional.
Eliomar de Lima: Sou jornalista (UFC) e radialista nascido em Fortaleza. Trabalhei por 38 anos no jornal O POVO, também na TV Cidade, TV Ceará e TV COM (Hoje TV Diário), além de ter atuado como repórter no O Estado e Tribuna do Ceará. Tenho especialização em Marketing pela UFC e várias comendas como Boticário Ferreira e Antonio Drumond, da Câmara Municipal de Fortaleza; Amigo dos Bombeiros do Ceará; e Amigo da Defensoria Pública do Ceará. Integrei equipe de reportagem premiada Esso pelo caso do Furto ao Banco Central de Fortaleza. Também assinei a Coluna do Aeroporto e a Coluna Vertical do O POVO. Fui ainda repórter da Rádio O POVO/CBN. Atualmente, sou blogueiro (blogdoeliomar.com) e falo diariamente para nove emissoras do Interior do Estado.

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