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“Queda de Maduro terá efeito dominó e Trump viu ao vivo: esses Delta são Alpha” – Por Norton Lima, Jr

Norton Lima, Jr é jornalista

“Uma segunda onda de bombardeios estava engatilhada, mas não foi preciso ações adicionais”, aponta o jornalista Norton Lima, Jr

Confira:

A pergunta de todos é sobre a operação militar que capturou Maduro dentro do seu bunker na Venezuela. Como se deu a extração? Houve confronto? Quantos morreram?

A operação combinou capacidades militares de elite com expertise em aplicação da lei federal — pois Maduro é acusado de crimes em tribunais americanos.

Foi realizada pelo 1º Destacamento Operacional das Forças Especiais do Exército dos Estados Unidos, os Delta Force, também conhecida como “The Unit” ou CAG (Combat Applications Group). Desta, também participaram os FBI HRT (Hostage Rescue Team).

A operação ocorreu nesta madrugada (03/01), por volta das 2 horas. Os Delta Force utilizaram helicópteros Chinook para a extração. Nenhum alvo civil foi atacado. A estratégia foi bombardear primeiro os centros de comando e comunicação. Destruíram: Forte Tiuna (maior complexo militar); Porto de La Guaira; base aérea de La Carlota, Aeroporto de Higuerote; e três centros de comunicação — em Caracas, Miranda e La Guaira.

Maduro estaria dormindo quando foi capturado. Impressionante. Os Delta entraram e saíram sem um arranhão. Segundo o The New York Times, não houve baixas do lado americano. Não há, por enquanto, contagem das baixas venezuelanas. A vice-presidente venezuelana Delcy Rodríguez confirmou mortes de militares e civis nos locais bombardeados, sem especificar quantos morreram. E pediu provas de vida de Maduro.

Trump assistiu tudo ao vivo, em tempo real de sua residência em Mar-a-Lago, na Flórida:

— Foi muito complexo, extremamente complexo. Foi incrível ver a profissionalidade, a qualidade da liderança. Pude ver em tempo real, vi tudo e ouvi as comunicações. Eu vi, literalmente, como se estivesse assistindo um programa de televisão. Se vocês tivessem visto a velocidade, a violência. Foi simplesmente uma coisa assombrosa, um trabalho assombroso que essas pessoas fizeram. Ninguém mais poderia ter feito algo assim.

Uma segunda onda de bombardeios estava engatilhada, mas não foi preciso ações adicionais. A primeira ofensiva foi suficiente de tão letal.

A operação estava planejada há quatro dias, mas foi adiada porque o clima não estava perfeito, disse Trump:

— Esperamos quatro dias. Íamos fazer há quatro, três, dois dias, e então, de repente, houve uma oportunidade e dissemos “Vamos”.

Trump também comentou que falou com Maduro uma semana antes da operação:

— Basicamente lhe disse que tinha que se render. Que tinha que se entregar.

Sobre o futuro de Venezuela, Trump ainda declarou:

— Os EUA não podem arriscar-se a deixar que outro se candidate e tome o controle onde ele (Maduro) deixou. Estaremos muito envolvidos nisso. E queremos dar liberdade ao povo.

Maduro está formalmente acusado no Distrito Sul de Nova York por narcoterrorismo, tráfico de cocaína e tráfico de armas. Assim será julgado. E não será surpresa que confesse todos os crimes, abra o jogo e derrube mais companheiros. Um outro jogo começa.

Norton Lima. Jr é jornalista

Eliomar de Lima: Sou jornalista (UFC) e radialista nascido em Fortaleza. Trabalhei por 38 anos no jornal O POVO, também na TV Cidade, TV Ceará e TV COM (Hoje TV Diário), além de ter atuado como repórter no O Estado e Tribuna do Ceará. Tenho especialização em Marketing pela UFC e várias comendas como Boticário Ferreira e Antonio Drumond, da Câmara Municipal de Fortaleza; Amigo dos Bombeiros do Ceará; e Amigo da Defensoria Pública do Ceará. Integrei equipe de reportagem premiada Esso pelo caso do Furto ao Banco Central de Fortaleza. Também assinei a Coluna do Aeroporto e a Coluna Vertical do O POVO. Fui ainda repórter da Rádio O POVO/CBN. Atualmente, sou blogueiro (blogdoeliomar.com) e falo diariamente para nove emissoras do Interior do Estado.

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