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“Reflexões sobre as Cidades” – Por Joaquim Cartaxo

Joaquim Cartaxo é o superintendente do Sebrae/CE. Foto: Tapis Rouge

Com o título “Reflexões sobre as Cidades”, eis artigo de Joaquim Cartaxo, arquiteto urbanista e superintendente estadual do Sebrae. Ele sugere uma reflexão a partir do livro “A Morte e Vida de Grandes Cidades”, de Jane Jacobs.

Confira:

Em 2026, o livro “A Morte e Vida de Grandes Cidades”, de Jane Jacobs, completa 65 anos e continua pautando as reflexões sobre estudos urbanos. Propõe o planejamento centrado nas pessoas e na multiplicidade citadina em vez de estimular a segregação de atividades e projetos viários de grande porte, que enfraquecem bairros e destroem o tecido social das cidades.

Jacobs defende cidades organizadas com base na diversificação de usos, densidade populacional equilibrada e interações comunitárias como forma de garantir movimento socioeconômico, segurança e qualidade de vida.

Exemplo da influência no pensamento urbanístico é o movimento Novo Urbanismo, que se iniciou nos anos 1980 e ganhou projeção global na década seguinte, por priorizar a escala humana, defender bairros caminháveis, diversidade de moradias e proximidade entre comércio, empregos e serviços. Valorização da comunidade, adensamento e caminhabilidade são princípios de Jacobs.

A metropolização contemporânea caracteriza-se por alta concentração populacional, acentuada segregação socioespacial e socioeconômica, urbanização dispersa, proliferação de condomínios fechados, insegurança, degradação de recursos ambientais e ameaças ao patrimônio histórico-cultural.

A obra de Jacobs é um instrumento relevante no enfrentamento destes desafios. Preconiza a revisão das legislações urbanísticas a fim de valorizar soluções de ruas completas e ocupação com uso múltiplo. Esse uso mescla funções urbanas no interior dos bairros, combinando moradias, comércio, serviços e áreas de lazer, o que assegura dinamismo urbano permanente, com atividades noturnas que estimulam a circulação de pessoas nas ruas. O efeito é a ampliação da segurança.

Nessa linha, Manuel Castells apresenta a cidade informacional, marcada pela reorganização do espaço urbano e do sistema produtivo, sob o impulso da economia do conhecimento e tecnologias da comunicação. Nela predomina o espaço de fluxos, isto é, uma forma urbana em redes eletrônicas integrantes de polos urbanos. Assim, a cidade assume um modelo policêntrico, com funções ligadas ao trabalho qualificado, inovação e cultura, que favorecem a vitalidade urbana buscada por Jacobs.

*Joaquim Cartaxo

Arquiteto urbanista e superintendente do Sebrae do Ceará.

Eliomar de Lima: Sou jornalista (UFC) e radialista nascido em Fortaleza. Trabalhei por 38 anos no jornal O POVO, também na TV Cidade, TV Ceará e TV COM (Hoje TV Diário), além de ter atuado como repórter no O Estado e Tribuna do Ceará. Tenho especialização em Marketing pela UFC e várias comendas como Boticário Ferreira e Antonio Drumond, da Câmara Municipal de Fortaleza; Amigo dos Bombeiros do Ceará; e Amigo da Defensoria Pública do Ceará. Integrei equipe de reportagem premiada Esso pelo caso do Furto ao Banco Central de Fortaleza. Também assinei a Coluna do Aeroporto e a Coluna Vertical do O POVO. Fui ainda repórter da Rádio O POVO/CBN. Atualmente, sou blogueiro (blogdoeliomar.com) e falo diariamente para nove emissoras do Interior do Estado.

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