“Reforma Tributária: sua empresa está preparada?” – Por Robinson de Castro

Robinson de Castro é advogado e do Grupo Controller.. Foto: Divulgação

Com o título “Reforma Tributária: sua empresa está preparada?”, eis artigo de Robinson de Castro, advogado, contador,ex-residente do Ceara Sporting Club e presidente do Grupo Controller. “Um dos principais pontos de atenção está na capacidade de adaptação tecnológica. Empresas que ainda operam com sistemas defasados ou com baixa integração de dados terão dificuldades em lidar com a nova lógica de apuração, mesmo em fase inicial. Ao mesmo tempo, aquelas que investirem em tecnologia e governança tendem a ganhar eficiência e previsibilidade”, expõe o articulista.

Confira:

A implementação da Reforma Tributária já é uma realidade em curso no Brasil e representa um dos movimentos mais relevantes do sistema fiscal nas últimas décadas. Ao propor a substituição de tributos complexos por um modelo de IVA dual, com a criação da CBS e do IBS, o país avança em direção à simplificação. Por outro lado, a transição impõe desafios significativos às empresas, que precisarão se adaptar a uma nova lógica de apuração e controle.

Além de compreender o desenho final dessa transformação, é essencial que as empresas estejam atentas ao que já começa a mudar em 2026, e é justamente aí que mora um risco muitas vezes subestimado.

O ano não será apenas simbólico. Ele inaugura, na prática, o período de transição com a introdução das primeiras alíquotas-teste da CBS e do IBS. Ainda que com percentuais reduzidos, essas cobranças já exigirão das empresas uma adaptação imediata em seus sistemas fiscais, processos internos e rotinas contábeis. Não se trata de uma mudança futura, ela começa a impactar a operação desde já.

Um dos principais pontos de atenção está na capacidade de adaptação tecnológica. Empresas que ainda operam com sistemas defasados ou com baixa integração de dados terão dificuldades em lidar com a nova lógica de apuração, mesmo em fase inicial. Ao mesmo tempo, aquelas que investirem em tecnologia e governança tendem a ganhar eficiência e previsibilidade.

Outro aspecto crítico é o planejamento financeiro. Ainda que a carga tributária não sofra alteração relevante em 2026, o início da transição já demanda revisões em precificação, contratos e margens. Ignorar esse movimento pode comprometer a competitividade, especialmente em setores mais sensíveis a variações de custo.

Também merece atenção a necessidade de capacitação das equipes. A mudança de modelo exigirá atualização constante de profissionais das áreas fiscal, contábil e financeira, reduzindo riscos e garantindo conformidade desde os primeiros movimentos da transição.

Este não é apenas um período de testes. 2026 deve ser encarado como um momento estratégico de preparação. A forma como as empresas reagirem agora terá impacto direto em sua capacidade de adaptação nos próximos anos.

A reforma não será feita apenas nas leis, mas na forma como as empresas se organizam. E essa mudança já começou.

*Robinson de Castro

Advogado, contador, ex-residente do Ceara Sporting Club e presidente do Grupo Controller.

COMPARTILHE:
Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram
Email

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais Notícias