“Respeitar os aposentados é respeitar a história do Brasil” – Por Pádua Araújo

Pádua Araújo é coordenador-geral do Mova-se

“Penalizar quem já cumpriu integralmente sua jornada laboral é inverter a lógica da justiça social”, aponta o coordenador-geral do Sindicato Mova-se e professor Pádua Araújo

Confira:

O Dia do Aposentado não pode ser reduzido a uma data no calendário. Ele deve servir como um convite à reflexão sobre o valor social de homens e mulheres que dedicaram décadas de suas vidas ao trabalho, à construção dos serviços públicos, ao fortalecimento da economia e ao desenvolvimento do país. São trajetórias marcadas por esforço, responsabilidade e compromisso coletivo, que ajudaram a sustentar o Brasil e a garantir direitos que hoje alcançam toda a sociedade.

Ainda assim, esses trabalhadores seguem sendo alvo de medidas que afrontam sua dignidade. A taxação sobre aposentadorias é um exemplo claro dessa injustiça. Penalizar quem já cumpriu integralmente sua jornada laboral é inverter a lógica da justiça social. Trata-se de um ataque direto a pessoas que contribuíram por anos ou até décadas e que deveriam ter assegurado o direito a uma aposentadoria justa, estável e respeitada.

Desde sua fundação, o Sindicato Mova-se tem se posicionado de forma firme na defesa dos aposentados, especialmente na luta contra essa cobrança indevida. Não é aceitável tratar aposentados como um problema fiscal, ignorando sua história e o valor do trabalho que prestaram à sociedade. Muitos enfrentaram jornadas exaustivas e desafios permanentes para garantir o funcionamento do Estado e da iniciativa privada.

Além da dimensão econômica, há um desafio do etarismo. O preconceito contra a idade se manifesta de forma silenciosa, excluindo aposentados do debate público e das políticas governamentais, como se experiência e conhecimento perdessem valor com o tempo. Essa lógica empobrece a sociedade e enfraquece a democracia.

Respeitar os aposentados é reconhecer a própria história do país. É garantir dignidade, justiça e memória social. Essa não é apenas uma causa sindical, mas um compromisso coletivo com o Brasil que fomos e com o Brasil que queremos construir.

Pádua Araújo é coordenador-geral do Sindicato Mova-se

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