“Quando uma mulher é vítima de violência, ela está fragilizada física e emocionalmente. Por isso, não basta apenas o atendimento médico. É fundamental oferecer um atendimento mais completo e humanizado”.
A observação é da secretária municipal da Mulher, Fátima Bandeira, nessa quarta-feira (19), durante a inauguração da Sala Lilás, no Instituto Doutor José Frota (IJF), para atendimento de mulheres vítimas de violência.
“Não é apenas uma sala ou um ponto focal para o atendimento às mulheres vítimas de violência. Estamos institucionalizando uma nova política pública dentro dos nossos equipamentos de saúde. É uma mudança de cultura, com dimensão muito maior do que as quatro paredes desta sala”, ressaltou a secretária municipal da Saúde, Riane Azevedo, ao apontar uma mudança na forma de organizar a assistência às mulheres vítimas de violência em Fortaleza.
Números
Este ano, o IJF já registrou, até o momento, 121 atendimentos a mulheres vítimas de violência doméstica praticada por membros da família. Em 2025, foram 144 atendimentos.
Já as vítimas de violência sexual continuam sendo acolhidas nas cinco emergências ginecológicas gerenciadas pela Prefeitura de Fortaleza: os três Gonzaguinhas (Barra do Ceará, José Walter e Messejana), o Hospital da Mulher e o Hospital Nossa Senhora da Conceição.