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Sarto anuncia demolição do edifício São Pedro, mas não apresenta laudo

Sarto suspendeu tombamento do São Pedro, em 2021, e agora alega que "laudos técnicos" indicam demolição

O prefeito Sarto anunciou nesta segunda-feira (4) a demolição do edifício São Pedro, na Praia de Iracema, ao alegar que “laudos técnicos indicam não ser mais possível a recuperação”. Sem citar a procedência e o conteúdo dos supostos laudos técnicos, o prefeito de Fortaleza, que em 2021 cancelou o tombamento do primeiro prédio na região, erguido em 1951, disse que “a precária situação da edificação chegou ao limite”.

Ao tentar legitimar a sua decisão, Sarto afirmou que “lamentavelmente, uma pessoa já morreu ali”, ao omitir que a morte por queda de uma jovem de 20 anos, em abril de 2021, nada teve a ver com a estrutura do prédio, quando as investigações apontaram uma fatalidade em ação de pichadores.

“As obras de requalificação da Praia da Iracema estão avançando em ritmo acelerado e, agora, vamos iniciar os serviços de pavimentação ali, justamente no entorno do edifício São Pedro. Um serviço que vai fortalecer ainda mais o turismo, estimular o empreendedorismo, proporcionar lazer para moradores da região e de toda a Cidade. E não há qualquer cabimento em fazer uma requalificação como essa para atrair mais pessoas para aquela área e manter uma edificação que coloque em risco a vida dos trabalhadores e dos visitantes”, justificou o prefeito de Fortaleza, sem atentar que o edifício São Pedro poderia ou deveria ser uma atração turística.

Sarto informou que a Prefeitura fará a demolição, por conta própria, quando deverá cobrar dos proprietários o ressarcimento pelos custos do serviço.

Gonzaguinha da Messejana

O prefeito Sarto ainda hoje deve à população de Fortaleza, principalmente às gestantes, o laudo que apontaria a iminência de desabamento do Gonzaguinha de Messejana. O maior hospital de referência no atendimento à mulher e à gestante foi fechado de forma abrupta, em julho de 2022, sem que o prefeito apresentasse qualquer laudo técnico de comprometimento da estrutura.

A Prefeitura de Fortaleza também não apresentou um estudo de impacto no atendimento, quando sugeriu às grávidas o deslocamento para o já superlotado Gonzaguinha do José Walter, distante 17 quilômetros, ou para o Gonzaguinha da Barra do Ceará, com melhor estrutura, mas distante 25 quilômetros.

Também não houve nenhum benefício de passe-livre ou criação de linha especial para o deslocamento das gestantes, deixando a despesa de passagens e transtornos às mulheres da Grande Messejana.

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