Lugar de criança na folia do Carnaval é em bloquinhos infantis. Mesmo assim, os pais ou responsáveis devem tomar cuidados com a segurança dos pequenos, pois nunca se sabe o que há por trás da máscara de um adulto que poderá se passar por responsável de criança que sequer existe.
O alerta é do secretário da Infância e Juventude da Câmara Federal, deputado José Airton Cirilo (PT-CE), para os cuidados com crianças e jovens durante o período de Carnaval.
“Muitos pais ou responsáveis acreditam que suas crianças estarão seguras em bailinhos infantis. Na verdade, é o local mais apropriado para a diversão dos pequenos. Mas, em meio a fantasias de Chapeuzinho Vermelho e da Branca de Neve, também há adultos de Lobo Mau e de Bruxa Má”, comentou o secretário.
Outro acerto dos pais ou responsáveis que pode virar um problema, de acordo com José Airton, é com relação aos dados da família em pulseiras nas crianças.
“É uma medida acertada e muito importante, para o caso de a criança se perder. Quem encontrar é só ligar para o número que está na pulseira. Alguns pais ou responsáveis ainda colocam outros dados, como endereço da criança. O que eles não sabem é que pode acontecer de um pedófilo ou criminoso retirar a pulseira para agir em um outro momento, dias ou semanas depois. O ideal seria solicitar a um parente ou amigo muito próximo para ceder o endereço na pulseirinha da criança. Em caso da criança se perder, esse parente já estaria avisado. Em caso do criminoso procurar posteriormente pela criança no endereço, não irá achá-la”, apontou o secretário da Infância e da Juventude da Câmara Federal.
Jovens
José Airton alerta ainda para que pais ou responsáveis conversem com seus filhos adolescentes obre o consumo de álcool e drogas, quando o Carnaval é o período de maior iniciação ao alcoolismo e consumo de drogas ilícitas entre jovens.
“É uma ‘brincadeira’ que, infelizmente, não será encerrada na Quarta-Feira de Cinzas”, ressaltou o parlamentar cearense.