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Seminário Fortaleza das Mulheres ocupa espaços do Teatro Dragão do Mar

Nayra Costa é uma das atrações do Seminário das Mulheres. Foto: Divulgação

Tudo pronto para o Seminário Fortaleza das Mulheres – Qual o Nosso Lugar no Mundo? O evento será aberto às 19 horas desta sexta-feira, no Teatro Dragão do Mar, e debaterá, até domingo, temas como diversidade, direitos e superação das desigualdades. Este encontro ocorre em paralelo ao Simpósio de Assistência ao Parto (Siaparto 2024), que acontece, a partir de hoje, em sua décima edição, na Fábrica de Eventos, reunindo profissionais de saúde de todo o País.

O Seminário Fortaleza das Mulheres é aberto ao público em geral e contará com mesas de debate e programação cultural, com artistas como a cantora e compositora Nayra Costa, o grupo Tablado, dirigido por Graça Martins, e a atriz, bailarina, diretora e palhaça Samia Bittencourt.

Este evento reunirá nomes de grande expressividade, em uma oportunidade rara e especialíssima, como Valéria Pinheiro, Maria do Socorro Lima, Dora Moreira, Luma Andrade, Melania Amorim, Camila Holanda, Débora Brito, Mariana Bertini, Silvinha Cavalleire, Rayanne Pinheiro, Camila Cabral, Silvania de Deus. Engajado à programação do Siaparto 2024, tem coordenação da médica obstetra Liduína Rocha, com apoio do Centro Dragão do Mar, dirigido por Helena Barbosa.

Programação

Naesta sexta-feira, às 19h, acontece mesa de debate sobre o tema “Quem somos?”, provocando reflexões sobre o fato de que reconhecer a nossa diversidade não significa mudar a nossa desigualdade. “Somos mulheres múltiplas, diversas e desiguais!”. A mesa terá duração de 50 minutos e será seguida por apresentação musical com Nayra Costa, das 20 às 21 horas. Nayra é uma das vozes mais imponentes e expressivas de Fortaleza, levando o público a um passeio por variados estilos musicais, do rock ao pop, do reggae ao soul, do jazz ao R&B. Sua extraordinária potência vocal estará no show a serviço de um repertório de canções compostas por mulheres ou a respeito de mulheres.

A mesa contará com Valéria Pinheiro (diretora-presidente da Ser Ponte, membro da Frente de Luta por Moradia Digna e do Campo popular do Plano Diretor. Graduada em Direito pela UFC, Mestre em Planejamento Urbano e Regional pela UFRJ, doutoranda em Sociologia pela UFC. Pesquisadora do Laboratório de Estudos da Habitação e do Laboratório de Estudos da Violência, ambos da UFC, e participante de pesquisa em rede coordenada pelo Labcidade USP. Estuda e atua nos campos do planejamento urbano, direito à cidade, direito à moradia, violência urbana, democracia, conflitos sociais e territórios populares), Maria do Socorro Lima (articuladora e mobilizadora comunitária, tecnóloga em mediação. Tem um filho de nome Lucas, é uma mulher negra e mãe solo. Mora na comunidade são Miguel, Messejana, há 27 anos. Adora música e todo tipo de arte. É agente territorial da Ser Ponte), Dora Moreira (crocheteira, fuxiqueira e sonidista. Como fuxiqueira, pesquisa entramelamentos entre raça, gênero, sexualidade e espiritualidade desde a linguagem, escuta e escrita. Doutora em linguística aplicada (UFRJ), mestra em artes (UFF) e professora do IHAC/Milton Santos (UFBA). Como artesã, professora e aprendiz, se dedica às formas inventivas de fazer e sentir em encontros que lidem com as diferenças como potências de prosperidade) e Luma Andrade (a primeira doutora travesti do Brasil, pesquisadora e professora, doutorado em Educação Universidade Federal do Ceará. Recebeu, em 2024, o Prêmio RioMar Mulher).

No sábado, às 19h, acontece a mesa de debate “Por que falar sobre Direitos Reprodutivos?”. A mesa dialogará, na perspectiva de gênero, classe e questão racial, sobre a relação entre mulher e maternidade, a partir das perguntas: “Toda Mulher nasce para ser mãe?”. “Mesmo quando a maternidade é uma violência?”. Serão 50 minutos de debate. Logo em seguida sobe ao palco Samia Bittencourt, às 20h, para apresentar o espetáculo “A Mulher mais Forte do Mundo”. Um empolgante espetáculo circense que de um modo cômico e popular tensiona e questiona os lugares comumente ocupados pelas mulheres embaixo das lonas. Um recado contundente das subjetividades femininas.

A mesa contará com Melania Amorim (professora associada da Universidade Federal de Campina Grande-PB e da pós-graduação em Saúde Integral do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP). Pesquisa sobre gestação de alto risco, near miss, morte materna e assistência ao parto, com ênfase na humanização do nascimento. Consultora da Organização Mundial da Saúde (OMS), membra do American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG), da Global Doctors for Choice / Brasil e da Rede Feminista de Ginecologistas e Obstetras (RFGO). É feminista, defensora dos direitos sexuais e reprodutivos e da descriminalização do aborto. Autista e mãe de 2 filhos autistas), Camila Holanda (jornalista e mestra em Comunicação pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Pesquisa interseccionalidade no jornalismo, faz parte do grupo de pesquisa PráxisJor (UFC). Trabalhou por nove anos no jornal O POVO e atualmente coordena a assessoria de comunicação da Secretaria Municipal da Educação (SME) de Fortaleza), Débora Britto (médica ginecologista com área de atuação em Sexologia, psicodramatista, coordenadora do Serviço de Sexologia da MEAC/UFC, mestre em Ciências Médico-cirúrgicas – UFC, vice-coordenadora do Departamento de Disfunções Sexuais Femininas da ABEMSS (Associação Brasileira de Medicina e Saúde Sexual) e Mariana Bertini (artista multilinguagem e professora. Graduada em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Ceará, desenvolveu pesquisa em Arte Urbana e processos de gentrificação na cidade de Fortaleza. Participa do coletivo artístico Abarrua e Casa Quatro. É diretora no processo Para Minhas Filhas e desde 2019 é professora temporária de teatro na Escola de Ensino Médio em Tempo Integral Waldemar Falcão).

No domingo, um pouco mais cedo, às 18 horas, acontece a mesa de debate sobre o tema “Mulheres desejam? A relação entre o Sexo, o Desejo e a Maternidade”. “Somos todas iguais, no sexo, no desejo e na maternidade?”, questiona-se. “Qual o caminho para encontrar o desejo original? Desejamos diferente, olhando para nossas pluralidades e desigualdades? A maternidade dessexualiza a mulher? A não matenidade é um caminho?”. Logo após o debate, às 19 horas, acontece apresentação com o Grupo Tablado, dirigido por Graça Martins. Tablado é força, vida, ímpeto, chama e sangue. É harmonia de passos firmes e movimento suave de mãos, que desnudam e ocultam leques, seduzindo o público com sua performance e com o som vibrante das castanholas. O grupo Tablado celebra neste espetáculo a força e a potência femininas.

A mesa contará com Silvinha Cavalleire (presidenta nacional da União Nacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais — UNALGBT, pela qual é Conselheira Nacional de Saúde e Conselheira Nacional dos Direitos da Mulher), Rayanne Pinheiro (médica pela UFC, Ginecologista pela MEAC/UFC, especializada em Sexologia Clínica pelo CESEX Brasília/EBMSP, fitoterapeuta pela ABFIT/RJ. Contracepção consciente, Sexualidade positiva e uma Ginecologia afetiva e natural são os pilares do seu trabalho clínico. Como Terapeuta Sexual atua predominantemente na clínica e pesquisa com Vaginismo e Desejo Sexual Feminino. Criadora de conteúdo e comunicadora atuante nas redes sociais trazendo informações de saúde feminina através de uma linguagem original, criativa e acessível), Camila Cabral (influenciadora digital conhecida como Mila Vintage, 31 anos, mulher negra nascida na comunidade do Pirambu, Fortaleza – CE. Conquistou originalmente seu público através do seu trabalho autêntico e sua comunicação carismática no Youtube. Soma mais de 100k seguidores, 1,8 milhões de impressões/mês e uma forte comunidade de mulheres. Hoje, além do seu conteúdo original sobre moda, bem-estar e viagens; partilha os conhecimentos adquiridos no mundo digital para impulsionar outras mulheres e profissionalizar suas carreiras, Silvania de Deus (negra, designer, referência em contar a história das mulheres no vestir).

SERVIÇO

*Teatro Dragão do Mar – Praia de Iracema

*Entrada franca em todas as atividades.

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