O Sesc Iparana Reserva Natural, situado em Caucaia (Região Metropolitana de Fortaleza), acaba de conquistar uma importante certificação que reforça seu compromisso com a conservação da natureza. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, reconheceu oficialmente uma área de 12,51 hectares da Unidade Sesc Iparana como Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN). A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira.
O reconhecimento formaliza um processo iniciado em 2008 pelo Sesc Ceará e representa um importante marco nessa trajetória, reforçando a conservação de um dos últimos fragmentos de Mata Atlântica existentes no litoral cearense.
Diversidade biológica
A RPPN é uma unidade de conservação de domínio privado, criada com o objetivo de conservar a diversidade biológica.
Esse modelo amplia as áreas protegidas do País e fortalece a conservação dos diferentes biomas brasileiros, além de possibilitar a participação da iniciativa privada nos esforços de preservação ambiental, podendo atuar por meio de educação ambiental, pesquisas científicas e ecoturismo.
Para o presidente do Sistema Fecomércio Ceará, Luiz Fernando Bittencourt, o reconhecimento consolida o compromisso da instituição com a preservação de um dos últimos fragmentos de Mata Atlântica existentes no litoral cearense. Ao manter protegidos mais de 12 hectares em Iparana, o Sistema assegura que a área permaneça livre da exploração imobiliária e possa cumprir também uma importante função ambiental, educativa e científica, recebendo atividades de pesquisa, educação ambiental, ecoturismo e visitação de escolas, universidades e da comunidade em geral.
“Em Iparana, temos uma área de grande valor ambiental inserida em uma região que vem passando por um intenso processo de ocupação urbana, o que torna ainda mais relevante a decisão de preservar essa floresta e toda a biodiversidade que ela abriga. Ao mesmo tempo em que garantimos sua conservação, queremos que esse espaço possa contribuir para a pesquisa, para a educação ambiental e para a formação de novas gerações, permitindo que as pessoas conheçam essa riqueza e compreendam a importância de preservá-la”, afirma.