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“Sustentabilidade: menos discurso e mais ação”

Ernesto Antunes, consultor de empresas do Sebrae e Senai/CE. Foto - Arquivo Pessoal

Com o título “Sustentabilidade: menos discurso e mais ação”, eis artigo de Ernesto Antunes, consultor de empresas e administrador. Para ele, há muito discurso e pouca prática de convivência com tal situação.

Confira 

Quando o assunto é sustentabilidade, nós nos lembramos de que se trata da capacidade de uso consciente dos recursos naturais, sem comprometer o bem-estar das gerações futuras, encontrando o equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e a preservação ambiental. Este conceito seria verdadeiramente apreciado e vivenciado, se fosse colocado em prática pelos gestores públicos e por aqueles que pensam e planejam vivenciar um mundo melhor.

Infelizmente, não é isso que ocorre, principalmente devido à desconexão entre o discurso e a realidade. Um dos fatores que mais contribuem para a poluição atual são as emissões de gases, como o dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4) e óxido nitroso( N2O), entre outros poluentes. O CO2 é emitido, por exemplo, pela queima de combustíveis ou pelo desmatamento, problemas que têm aumentado em nosso país em grande velocidade.

No caso específico do aumento prejudicial e descontrolado de veículos de serviços de aplicativos de carona, que atualmente ultrapassa a marca de 1 milhão e duzentos novos veículos rodando em nosso país, com um incremento de 38% nos pós pandemia, contribuindo significativamente para trânsitos caóticos, poluição nos ares e a emissão de poluentes ambientais.

Esse crescimento é resultado, em parte, da falta de oportunidades de emprego para algumas dessas pessoas e da ausência de eficientes sistemas de transporte público, como metrôs subterrâneos ou de superfície, que ainda não são uma realidade em Fortaleza, nas áreas em que costumo me deslocar, pois passam os governos em nível estadual e parece que andar de metrô não é para a nossa geração. Some-se a isso a ditadura vivida no asfalto, com 91% de toda a carga transportada no Brasil ser realizada pelo modal terrestre, contribuindo sobremaneira para a emissão de gases, pois não existem incentivos e interesses no modal ferroviário ou no marítimo no Brasil, considerados menos poluentes e de baixo custo.

Além dessas questões, nos deparamos com discursos inflamados em relação ao hidrogênio verde que, para alguns especialistas, ainda é muito incipiente e distante da realidade para frequentes alardes públicos. É como se já estivéssemos vivenciando esse momento. A transição para fontes de energia renovável ou de baixo carbono precisa, urgentemente, tornar-se uma realidade viável e imediata.

Outros fatores de preocupação em relação a sustentabilidade é a ausência de um plano mais amplo para conscientizar a população sobre o tema. Recentemente, em meio ao bom inverno deste ano, estive na Região de Inhamuns e alguns moradores disseram que se perde muita água nesse período chuvoso, pois os açudes são pequenos e alguns se transformam em “açudes sonrisais”, transbordando na primeira grande chuva, desperdiçando a pouca água que cai na região. No passado, perguntávamos sobre o papel do DNOCS. Esperamos que políticas públicas sejam implementadas para aumentar ou construir novos açudes em locais tradicionalmente secos.

Na mesma conversa, um cidadão dessa região finalizou dizendo que, infelizmente, ainda existe muito interesse de que o cuidado com a ecologia e a tal sustentabilidade não aconteça, devido a outros interesses correlatos e do ”quanto pior, melhor”.

Bem, torcemos para que os nossos gestores públicos enfrentem efetivamente esse problema, que vem se agravando com o tempo. E que a população, também, faça a sua parte.

*Ernesto Antunes

Consultor empresarial e administrador.

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