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“Sustentabilidade no setor de alimentos: uma tendência irreversível” – Por Amanda Fonseca

Amanda Fonseca é sócia-proprietária do Cantinho do Frango. Foto: Divulgação

Com o título “Sustentabilidade no setor de alimentos: uma tendência irreversível”, eis artigo de Amanda Fonseca, sócia-proprietária do setor de restaurantes (Restaurante Cantinho do Frango). “Para o setor de alimentos, é uma oportunidade de mostrar que é possível crescer, gerar emprego e renda e, ao mesmo tempo, atuar de forma ética, preventiva e alinhada às agendas globais de desenvolvimento sustentável’, expõe a articulista.

Confira:

No setor de alimentos e serviços, a sustentabilidade deixou de ser apenas um diferencial e passou a integrar a própria lógica de funcionamento dos estabelecimentos. O que antes era visto como custo ou exigência distante, hoje se mostra essencial para a continuidade dos negócios. As diretrizes dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), propostas pela ONU, dialogam diretamente com essa realidade e apontam caminhos claros para 2026 e para os próximos anos.

Trazer os ODS para o dia a dia de bares e restaurantes significa repensar rotinas operacionais, consumo de recursos, gestão de resíduos e relações de trabalho. A experiência do setor demonstra que práticas sustentáveis contribuem para a redução de desperdícios, maior eficiência operacional e fortalecimento do vínculo com clientes e comunidades locais.

No nosso restaurante, entendemos que sustentabilidade precisa estar incorporada à operação. Por isso, adotamos ações alinhadas às tendências do setor, como a gestão adequada de resíduos sólidos por meio de um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) rigoroso, o uso consciente de água e energia, o correto acondicionamento e descarte de resíduos orgânicos e recicláveis, além da valorização das pessoas que fazem parte do nosso time. São práticas contínuas, que exigem planejamento e disciplina, mas que refletem nosso compromisso com uma atuação responsável.

Essas iniciativas também demonstram o alinhamento da empresa ao ordenamento jurídico que rege o setor. O Código da Cidade, em vigor desde 2019, trouxe atualizações relevantes para estabelecimentos de alimentos e serviços, especialmente nas áreas ambiental, sanitária e de gestão de resíduos. Mesmo diante dos desafios de adaptação enfrentados por muitas empresas, acreditamos que cumprir a legislação é fundamental para a sustentabilidade do negócio e para a segurança coletiva.

A realização da COP30 no Brasil reforça esse cenário e amplia o debate sobre responsabilidade ambiental e social. Para o setor de alimentos, é uma oportunidade de mostrar que é possível crescer, gerar emprego e renda e, ao mesmo tempo, atuar de forma ética, preventiva e alinhada às agendas globais de desenvolvimento sustentável.

*Amanda Fonseca

Sócia-proprietária do setor de restaurantes (Restaurante Cantinho do Frango)

Eliomar de Lima: Sou jornalista (UFC) e radialista nascido em Fortaleza. Trabalhei por 38 anos no jornal O POVO, também na TV Cidade, TV Ceará e TV COM (Hoje TV Diário), além de ter atuado como repórter no O Estado e Tribuna do Ceará. Tenho especialização em Marketing pela UFC e várias comendas como Boticário Ferreira e Antonio Drumond, da Câmara Municipal de Fortaleza; Amigo dos Bombeiros do Ceará; e Amigo da Defensoria Pública do Ceará. Integrei equipe de reportagem premiada Esso pelo caso do Furto ao Banco Central de Fortaleza. Também assinei a Coluna do Aeroporto e a Coluna Vertical do O POVO. Fui ainda repórter da Rádio O POVO/CBN. Atualmente, sou blogueiro (blogdoeliomar.com) e falo diariamente para nove emissoras do Interior do Estado.

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