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“Tecnologia como Responsabilidade Humana” – Por Vanilo de Carvalho e Manuel Fontenele

Manuel Fontenele e Vanilo de Carvalho são advogados.

Com o título “Tecnologia como Responsabilidade Humana”, eis artigo assinado pelos advogados Vanilo de Carvalho e Manuel Fontenele. “Quando bem utilizada, a IA pode nos libertar de tarefas repetitivas, para que possamos focar em criatividade, estratégia, relacionamentos e impacto. Quando mal utilizada, pode nos afastar do pensamento, do aprendizado e da responsabilidade”, expõem os articulistas.

Confira:

Estamos vivendo no meio de uma revolução. Sem explosões estrondosas. Sem contagens regressivas dramáticas. Apenas linhas de código, mentes curiosas e uma tecnologia que está remodelando a forma como pensamos, trabalhamos, criamos e nos conectamos.

A IA não está chegando. Ela já está aqui. E está mudando tudo. Está transformando a maneira como as empresas operam, como os problemas são resolvidos, como as ideias nascem, como o conhecimento circula e como as pessoas se apresentam todos os dias para realizar seu trabalho.

Mas aqui está a parte mais importante: a IA, por si só, não é a revolução. Nós sim, somos.

A tecnologia não tem valores, não tem ética, não tem intenção. Ela simplesmente amplifica aquilo que levamos até ela.

Se levamos curiosidade, ela expande a descoberta.

Se levamos disciplina, ela multiplica a produtividade.

Se levamos compaixão, ela escala o cuidado.

Se levamos atalhos, ela acelera a mediocridade.

Se levamos ego, ela amplifica o ruído.

Essa é a verdadeira responsabilidade que recai sobre nossos ombros.

A IA nos dá alavancagem (uma alavancagem enorme!) mas alavancagem apenas faz você se tornar ainda mais aquilo que já é. Ela não substituirá o propósito humano. Não substituirá o julgamento. Não substituirá a empatia. Não substituirá a responsabilidade. Tudo isso continua sendo nossa função.

Somos nós que decidimos se a IA será uma ferramenta de crescimento ou uma muleta para a preguiça; se criará oportunidades ou ampliará desigualdades; se ajudará a construir sistemas melhores ou apenas um caos mais rápido.

Quando bem utilizada, a IA pode nos libertar de tarefas repetitivas, para que possamos focar em criatividade, estratégia, relacionamentos e impacto. Quando mal utilizada, pode nos afastar do pensamento, do aprendizado e da responsabilidade.

Este momento nos pede algo simples e profundo:

permaneça curioso.

permaneça humilde.

permaneça humano.

Aprenda as ferramentas, mas não abra mão do seu pensamento.

Abrace a velocidade, mas proteja a sabedoria.

Adote a inovação, mas mantenha seus valores por perto.

O futuro não está sendo escrito pelas máquinas. Ele está sendo escrito por pessoas que escolhem como usá-las. Sejamos intencionais. Sejamos responsáveis.

Sejamos corajosos o suficiente para evoluir e firmes o bastante para lembrar quem
somos.

Porque a IA é poderosa, mas o propósito humano é tudo.

*Vanilo de Carvalho

Advogado e especialista em Negócios Internacionais.

*Manuel Fontenele

Advogado.

Eliomar de Lima: Sou jornalista (UFC) e radialista nascido em Fortaleza. Trabalhei por 38 anos no jornal O POVO, também na TV Cidade, TV Ceará e TV COM (Hoje TV Diário), além de ter atuado como repórter no O Estado e Tribuna do Ceará. Tenho especialização em Marketing pela UFC e várias comendas como Boticário Ferreira e Antonio Drumond, da Câmara Municipal de Fortaleza; Amigo dos Bombeiros do Ceará; e Amigo da Defensoria Pública do Ceará. Integrei equipe de reportagem premiada Esso pelo caso do Furto ao Banco Central de Fortaleza. Também assinei a Coluna do Aeroporto e a Coluna Vertical do O POVO. Fui ainda repórter da Rádio O POVO/CBN. Atualmente, sou blogueiro (blogdoeliomar.com) e falo diariamente para nove emissoras do Interior do Estado.

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