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“Terrorismo de Estado: Quando a policia chega matando” – Por Marcia Tiburi

Marcia Tiburi é escritora, filósofa e professora

O Estado tem uma sentença de morte contra os pobres e os pretos, não é de hoje, aponta a professora e filósofa Marcia Tiburi

Confira:

O jovem Herus Mendes de 23 anos assistia a apresentação da dança de quadrilha da festa junina na favela Santo Amaro no Catete, zona sul do Rio.

O BOPE chegou atirando. Policiais sem identificação na farda chegaram literalmente matando. Essa é uma cena que não pode ser naturalizada como vem acontecendo.

É revoltante o que a polícia fez. Nos vídeos se pode ver o desespero das pessoas.

O Estado tem uma sentença de morte contra os pobres e os pretos, não é de hoje.

Não é mais apenas o bandido morto que é o bandido bom, mas o pobre morto que é servido no banquete sangrento do milicianato no poder que governa o Rio e serve de modelo se espalhando pelo Brasil.

O governador do Rio, o prefeito do Rio, cada vereador, cada deputado, cada poderoso cheio de grana no banco e ódio no coração, tem mais que as mãos sujas de sangue, eles tem sangue nos dentes.

Para mudar a polícia tem que mudar o governo, mas um governo de homens bandidos e milicianos, não quer paz, quer a carne pobre e preta no chão.

A guerra contra as comunidades é por dinheiro, por poder, mas também por prazer de matar o mais fraco.

A política da matança está aí, não é de hoje, é preciso lembrar, mas tem ficado cada vez pior. Isso precisa mudar. Como mudar?

O povo tem que se rebelar, mas como se rebelar com armas apontadas na sua direção como aconteceu com o jovem Herus?

Uma grande rebelião pela política tem que acontecer. É preciso preparar o caminho para o ecossocialfeminismo. Estamos preparando. Ninguém merece o que essa comunidade vive agora.

Herus, sua família e seus amigos tinham o direito à vida justa e digna. Como as pessoas vão seguir diante de tal absurdo?

Marcia Tiburi é professora de Filosofia, escritora e artista visual

Eliomar de Lima: Sou jornalista (UFC) e radialista nascido em Fortaleza. Trabalhei por 38 anos no jornal O POVO, também na TV Cidade, TV Ceará e TV COM (Hoje TV Diário), além de ter atuado como repórter no O Estado e Tribuna do Ceará. Tenho especialização em Marketing pela UFC e várias comendas como Boticário Ferreira e Antonio Drumond, da Câmara Municipal de Fortaleza; Amigo dos Bombeiros do Ceará; e Amigo da Defensoria Pública do Ceará. Integrei equipe de reportagem premiada Esso pelo caso do Furto ao Banco Central de Fortaleza. Também assinei a Coluna do Aeroporto e a Coluna Vertical do O POVO. Fui ainda repórter da Rádio O POVO/CBN. Atualmente, sou blogueiro (blogdoeliomar.com) e falo diariamente para nove emissoras do Interior do Estado.

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