“Diante de tanta indecisão e dos ‘vai, mas volta’, o eleitorado começa a questionar o que, de fato, seria verdade nas acusações de Ciro aos governos do PT, nacional e estadual”, aponta o sociólogo Luiz Cláudio Ferreira Barbosa
Confira:
O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) esperava o alinhamento automático da direção nacional do União Brasil ao seu projeto político-eleitoral regional. Não houve. Enquanto isso, a direção nacional do Partido Liberal (PL) deverá incentivar a candidatura própria ao Governo Estadual.
E isso teve reflexos na homenagem a Ciro Gomes, neste sábado, dia 7, em Juazeiro do Norte, quando o pré-candidato ao Palácio da Abolição empregou um “quem sabe” às pretensões do deputado Alcides Fernandes (PL) a uma cadeira no Senado. Já quando se reportou a Capitão Wagner (União Brasil), Ciro o chamou de “senador”.
Apesar do indigesto “quem sabe”, Ciro rasgou elogios a Alcides, quando até disse que votaria nele. Na prática, foi o mesmo que elogiar o currículo de um candidato e em seguida informar “que a vaga já foi preenchida”.
Ciro tem carregado dois discursos, como em um efeito dominó à sua indecisão de “ser ou não ser” candidato. Aliados já cantarolam baixinho o forró “vai, mas volta, já me acostumei”, ao invés do “a todo mundo eu dou psiu”.
Ainda em Juazeiro do Norte, Ciro comparou a sua atual missão à trajetória de Padre Cícero, na luta contra a oligarquia. Minutos depois, disse em entrevista que “não pretendo ser candidato”.
Diante de tanta indecisão e dos “vai, mas volta”, o eleitorado começa a questionar o que, de fato, seria verdade nas acusações de Ciro aos governos do PT, nacional e estadual.
Ciro Gomes não construiu uma frente partidária oposicionista, mas somente uma frente de lideranças antipetistas cearenses.
Luiz Cláudio Ferreira Barbosa é sociólogo e CEO da Consultoria LCFB