“Vamos ativar as novidades que queremos” – Por Ana Márcia Diógenes

Ana Márcia Diógenes é jornalista e escritora. Foto: Divulgação

“O xis que eu quero focar é sobre a espera. Se ela for ativa, maravilhança. Se for passiva, a chance de virar frustração é grande”, aponta a jornalista Ana Márcia Diógenes

Confira:

Quando dizemos “Ano Novo” muitas vezes já colocamos nos 365 dias vindouros a grande expectativa – e porque não dizer anseio – que temos por novidade. A palavra nos carrega para o passado, no sentido de buscar o que não conseguimos realizar antes, e joga para o futuro aquilo que o presente ainda não deu conta de alcançar.

Tá errado? De jeito nenhum, pelo contrário, é saudável. Tem a ver com esperançar e este é um verbo que cada vez mais teimo em conjugar. É o que nos faz acordar para mais um dia de incertezas. Só quero chamar atenção para que nossa árvore interna de possibilidades não vire o ano já sobrecarregada de penduricalhos. Para evitar que o novo ano nasça ofuscado por tantas cobranças.

Reforço que desejar, encantar-se com os quereres e prospectar sonhos são formidáveis para nossa tela mental identificar as felicitâncias possíveis. Mas, lembrando e adequando a música “Ouro de tolo”, de Raul Seixas, nada de sentar “no trono de um apartamento esperando a novidade chegar”. O xis que eu quero focar é sobre a espera. Se ela for ativa, maravilhança. Se for passiva, a chance de virar frustração é grande.

A reflexão vale para todas as áreas, do pessoal ao profissional. Esperar por novidades sem ir atrás delas, sem interagir para que aconteçam, sem se aventurar em novos caminhos é deixar peso demais nas costas do novo ano.

Quero muitas boas novidades para 2026 e, por isso, já estou com agenda e planner para mapear as possibilidades que quero concretizar e que me surpreendam positivamente.

Te convido a fazer o mesmo e colocar o esperançar ativo, no modo on.

Ana Márcia Diógenes é jornalista

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