A Vivo registrou, no segundo trimestre deste ano, um lucro líquido de R$ 1,6 bilhão, o que representa um avanço de 17,0% na comparação anual. A receita líquida soma R$ 15,8 bilhões, alta de 7,6%, sustentada pelo forte desempenho do pós-pago, da fibra e da expansão contínua dos serviços digitais. O EBITDA atinge R$ 6,6 bilhões, aumento de 10,9%, o maior desde o terceiro trimestre de 2023, e margem de 41,8% – 1,3 ponto percentual acima do registrado um ano antes.
Os investimentos cresceram 6,1% e totalizam R$ 2,6 bilhões. A maior parte dos recursos seguiu direcionada ao fortalecimento da infraestrutura móvel e fixa, acompanhando a demanda por dados e a evolução da experiência dos clientes. A Vivo ampliou sua liderança em conectividade, com o 5G disponível em 978 municípios e cobertura de mais de 73% da população brasileira. Na fibra, a companhia alcança 32,0 milhões de domicílios cobertos, avanço anual de 6,4%, mantendo a maior rede do país. A estratégia traduz o compromisso da Vivo de oferecer mais e melhores serviços para o cliente, por meio da expansão da cobertura, da qualidade da rede e da diversificação de portfólio.
A receita de serviço móvel totaliza R$ 10,2 bilhões, expansão de 6,6%, impulsionada pelo segmento pós-pago, que avança 7,9% e atinge faturamento de R$ 8,9 bilhões, ampliando sua participação para 87,0% da receita móvel. A evolução do segmento reflete a migração para planos de maior valor agregado, ampliação da base de clientes e o fortalecimento da proposta de valor. A base pós-paga atinge 73,2 milhões de acessos, crescimento de 6,9%, enquanto o ARPU do segmento, excluindo M2M e dongles, alcança R$ 53,90.
A receita com aparelhos e eletrônicos segue em ritmo acelerado e registra R$ 1,0 bilhão, com elevação de 27,8%, sustentada por um portfólio mais competitivo e pela ampliação da oferta de dispositivos, acessórios e eletrônicos nas lojas. Os smartphones compatíveis com 5G responderam por 98,8% das vendas de aparelhos no trimestre.
Na rede fixa, a receita alcança R$ 4,5 bilhões, alta de 6,0%, refletindo o desempenho da fibra e dos serviços corporativos de dados, TIC e soluções digitais. O faturamento da fibra cresce 10,7%, para R$ 2,1 bilhões, fruto da expansão da base de clientes, que chega a 8,2 milhões de residências e empresas conectadas, avanço de 11,3% em relação ao ano anterior. A taxa de penetração da rede atinge 25,6%, com ganho de 1,1 ponto percentual, enquanto o churn recua para 1,4%, reforçando a qualidade e a atratividade da oferta que resulta em maior monetização da rede. Já as receitas de dados corporativos, TIC e serviços digitais chegam a R$ 1,5 bilhão no trimestre, incremento de 7,8%.
A estratégia de convergência segue como um dos principais vetores de crescimento da companhia. A base convergente de fibra atinge 5,3 milhões de acessos, dos quais 3,8 milhões utilizam o Vivo Total, oferta que integra fibra e móvel, evoluindo em 29,4% na comparação anual. O modelo já representa 46,3% da base de fibra e responde por 86,0% das novas adições realizadas nas lojas, reforçando a relevância das soluções integradas para aquisição e retenção de clientes.
“Encerramos o trimestre com crescimento consistente de receita e aumento da rentabilidade, resultado de uma estratégia que combina a melhor conectividade, investimentos contínuos e diversificação de receitas. Mantemos a liderança em fibra e 5G, enquanto os serviços digitais e os novos negócios seguem ganhando escala e relevância, fortalecendo nosso ecossistema e ampliando a criação de valor para os clientes e acionistas”, afirma Christian Gebara, presidente da Vivo.
Ecossistema digital
Os novos negócios e serviços digitais corporativos continuam ganhando relevância, representando 12,2% da receita total da companhia nos últimos 12 meses.
No B2B, o portfólio de soluções digitais — que engloba cloud, cibersegurança, big data, IoT, mensageria e serviços de TI — gera receita de R$ 5,5 bilhões nesse período, alta de 14,9%, representando 8,8% do faturamento da Vivo. Considerando o conjunto das receitas do segmento, que, além das soluções digitais, inclui conectividade e equipamentos, sua representatividade no faturamento total da companhia é de 22,5% nos últimos 12 meses, com evolução de 0,4 ponto percentual em relação ao ano anterior.
No B2C, as parcerias com plataformas de música e vídeo continuam expandindo seu alcance. A receita dos últimos 12 meses chega a R$ 890 milhões, alta de 25,7%, apoiada por uma base de 4,9 milhões de assinantes, avanço de 33,3%. Durante o trimestre, o portfólio foi ampliado com a inclusão do YouTube Premium em ofertas selecionadas.
O faturamento dos serviços financeiros cresce 12,8% nos últimos 12 meses e registra R$ 433 milhões. Desde o lançamento do Vivo Pay, as operações de crédito pessoal já somam R$ 1,3 bilhão. O negócio de seguros mantém trajetória positiva, com mais de 45% dos smartphones vendidos nas lojas associados a alguma proteção – 5,0 pontos percentuais acima do registrado no mesmo período do ano anterior.
Gestão operacional
Os custos totais, desconsiderando depreciação e amortização, mantêm trajetória disciplinada, contribuindo para a expansão da rentabilidade da empresa. No trimestre, somam R$ 9,2 bilhões, aumento anual de 5,3%, mas 1,2 ponto percentual menor quando comparado ao primeiro trimestre do ano. Tal desempenho deve-se a eficiências operacionais, como o maior uso de canais digitais e a venda de ativos relacionados à antiga concessão, no montante de R$ 202 milhões. O fluxo de caixa operacional atinge R$ 4,0 bilhões, evoluindo 14,3%, com margem de 25,3%, traduzindo a solidez da gestão financeira, a eficiência operacional e a contínua geração de valor dos negócios.
Na remuneração aos acionistas, a companhia reafirma o compromisso de distribuir, no mínimo, 100% do lucro líquido de 2026. Os montantes pagos nos sete primeiros meses do ano já somam R$ 7,0 bilhões, dos quais R$ 3,0 bilhões em juros sobre capital próprio declarados em 2025, e R$ 4,0 bilhões referentes à redução de capital, superando em 31,6% a remuneração paga no mesmo período de 2025. Além disso, neste ano a Vivo já declarou R$ 2,2 bilhões em juros sobre capital próprio, alta de 34,5% na comparação anual.
“Os resultados do trimestre reforçam nossa capacidade de gerar crescimento rentável e converter esse desempenho em caixa, o que nos permite continuar investindo no futuro do negócio, mantendo uma alocação eficiente de capital e gerando valor para nossos acionistas”, destaca o CFO da Vivo, Rodrigo Monari.