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“Lula, o Microanão Diplomático”

João Arruda, professor aposentado da UFC e sociólogo. Foto: Arquivo Pessoal.

Com o título “Lula, o Microanão Diplomático”, eis artigo de João Arruda, professor aposentado da UFC e sociólogo. Ele bate duro na postura do Presidente com relação ao governo de Israel.

Confira:

O Brasil e o mundo civilizado foram surpreendidos com o inaceitável pronunciamento antissemita do ex-presidiário Lula da Silva em sua passagem pela Etiópia. Poucos dias antes dessa tragédia, na quinta feira, 15, quando ainda se encontrava no Egito, onde viajou em missão de turismo com a sua acompanhante, ele fez uma acusação afrontosa contra o povo de israel. Sem que fosse perguntado por algum repórter, ele simplesmente aproveitou a presença da imprensa para acusar o Estado de Israel de genocida. Veja a insensatez acusatória e provocadora da sua fala: “Não tem nenhuma explicação o comportamento de Israel, a pretexto de derrotar o Hamas, estar matando mulheres e crianças, coisas jamais vista em qualquer guerra que eu tenha conhecimento”. É muita má-fé e ignorância dessa figura desprezível. É muito cinismo dizer que a guerra contra o Hamas é um mero pretexto de Israel para matar crianças e mulheres.

Eu, particularmente, desconheço os motivos pelos quais as autoridades de Israel não reagiram contra essa primeira manifestação antissemita. Mas Lula não se deu por vencido. Ele precisava sair bem na foto aos olhos dos terroristas do Hamas e pelos seus colegas apoiados pelo Irã. Ele precisava chamar atenção para a sua decadente imagem internacional, pois quando esteve em Adis Abeba, para o desespero do seu inflado ego, nenhum dos presidentes reunidos na cúpula da União Africana aceitou se reunir com ele.

Desesperado e abalado emocionalmente pelo seu ostensivo anonimato internacional, no último domingo, 18, com o objetivo precípuo de romper a indiferença dos dirigentes africanos à sua presença e criar um factoide com repercussão internacional, ele, de forma calculada, aprofundou a agressão contra o povo de Israel na capital da Etiópia, afirmando que “O que está acontecendo na Faixa de Gaza não existe em nenhum outro momento histórico – aliás, existiu quando Hitler resolveu matar os judeus”. Com essa abjeta e inapropriada declaração, o ex-presidiário chegou ao limite do tolerável pelo povo judeu. Como disse o primeiro ministro Binyamin Netanyahu, “com essa sua desonesta acusação, opresidente brasileiro cruzou a linha vermelha ao comparar as ações do país na Faixa de Gaza ao extermínio conduzido por Adolf Hitler, no qual 6 milhões de judeus foram mortos de forma sistemática durante o Holocausto”.

De maneira reativa,fato que pegou o mundo de surpresa, o governo de Israel divulgou uma nota considerando o presidente brasileiro como Persona Non Grata, fato inédito em nossa história. Com esse comportamento irresponsável e politicamente incorreto, o ex-presidiário acabou de destruiu o que restava de credibilidade brasileira no cenário internacional, abalada pelas suas sucessivas declarações desastrosas desde que assumiu o governo brasileiro. Nessa altura dos acontecimentos, o estrago estava feito, não havendo, portanto, qualquer gerenciamento de crise que fosse capaz de convencer o mundo civilizado de que o Brasil é um interlocutor confiável ou um mediador imparcial. Com essa sua atitude, o atual presidente brasileiro, para vergonha nacional, tornou-se um microanão diplomático e o seu projeto fantasioso de receber o Prêmio Nobel da Paz implodiu definitivamente.

Mas essa fala desastrada do ex-presidiário já era mais ou menos previsível, pois o seu antissemitismo não é nenhuma novidade para quem vem acompanhando as suas declarações e opiniões. Em 1975, ainda como líder sindical, em entrevista à revista Playboy, ele foi muito claro ao externar a sua admiração ao nazismo quando afirmou que “Hitler tinha aquilo que eu admiro num homem, o fogo de se propor a fazer alguma coisa e tentar a fazer”. Lula, de fato, nunca mudou. O Lula de Adis Abeba é o verdadeiro lula, o Lula de sempre: um nazifascista travestido de democrata.

Para o cidadão brasileiro, é absolutamente revoltante testemunhar a contínua decadência da credibilidade brasileira desde quando esse cidadão assumiu a presidência República. Sua postura irresponsável e autocrática tem lançado uma sombra maculosa sobre a reputação de nosso país, minando décadas de progresso e respeito internacional. Em vez de consolidar a nossa tradicional postura diplomática de independência e não-alinhamento, ele parece mais interessado em alimentar seu ego inflado, ignorando os interesses nacionais e as necessidades prementes do povo brasileiro.

A cada discurso incoerente e decisão imprudente que toma, nossa posição no cenário mundial se enfraquece, deixando uma marca indelével de desconfiança e incredulidade. Ele está conseguindo transformar o orgulho nacional em vergonha, enquanto isso, a população fica à mercê de um demente que parece mais preocupado com seus próprios interesses do que com o futuro da nossa pátria. É hora de repudiarmos com veemência essa postura vergonhosa e exigir a restauração da dignidade perdida, de resgatar o respeito do Brasil no cenário internacional.

Como disse no começo desse artigo, o mundo civilizado repudiou a fala do presidente brasileiro. A única exceção foi o grupo terrorista Hamas, tendo ele emitido uma nota de agradecimento ao pronunciamento do ex-presidiário. Emblemática, porém, pois reflete o pensamento da maioria esmagadora das nações, foi a reação da primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, quando interrogada sobre a sua opinião referente à declaração do presidente brasileiro. Sua reação foi curta e grossa: “Não irá comentar imbecilidades ditas por inconsequentes que nitidamente desconhecem dez por cento do que foi o Holocausto”.

Se essa foi a reação internacional, o posicionamento do ex-presidiário causou repulsa coletiva no Brasil. Segundo o Instituto de Pesquisa Quest, a fala de Lula foi o 3º assunto mais comentado nas Redes Sociais desde 2023, tendo uma reprovação de 90% das postagens. Já a pesquisa realizada pela Real Time Big Data constatou que 83% dos brasileiros reprovaram o teor do seu antissemitismo.

Não adianta o desespero dos petistas enem a solidariedade dos seus asseclas. Não adianta o consórcio midiático tentar passar o pano no desastroso discurso do presidente. O ataque contra Israel provocou reação da base e da oposição, e ampliou a fissura política dos aliados, pois temem naufragar com o atual presidente e seu bando. Como demonstração desse abalo em sua base sustentação política, ontem, um grupo formado por mais de 130 deputados, sendo mais de 30 da base política do presidente, subscreveu um pedido de impeachment contra o presidente Lula. Esse número é o maior da nossa história política. Devemos lembrar que o pedido de impeachment de Dilma foi protocolado com apenas 114 assinaturas de deputados.

Mas nada é tão ruim no momento político do atual presidente que não possa piorar mais ainda. No dia de hoje, o deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS) ingressou com um processo junto ao Tribunal Penal Internacional de Haia acusando Lula de ter cometido o inaceitável crime de antissemitismo.Este seu desastre, pelo que vem sendo postado nas Redes Sociais, estimulou substancialmente a participação dos brasileiros na manifestação na Avenida Paulista, no domingo, dia 25, convocada pelo ex-presidente Jair Messias Bolsonaro.

Ficamos aguardando o desenrolar dessa trama que pode resultar no abreviamento do desgoverno do ex-presidiário.

*João Arruda,

Professor aposentado da UFC e sociólogo.

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Respostas de 4

    1. Li com a maior satisfação este texto tão bem elaborado por um Professor, Sociólogo da UFC. No meu entendimento sem exceção alguma todos da área de Humanidade da referida Universidade, estariam apoiando o EX PRESIDIÁRIO mas para minha grande surpresa ainda lá, existem pessoas COERENTES.

  1. Lula vai levar impeachment!! Um absurdo essa fala dele, total falta de respeito com a população israelense!
    Esse velho gagá já devia se aposentar..

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