Instituto Atlântico inaugura Laboratório de Inteligência Artificial na quinta-feira

O laboratório foi resultado de um investimento total de R$ 13 milhões. Foto: Divulgação

O Instituto Atlântico vai inaugura, na próxima quinta-feira, em suas sede, em Fortaleza, o Laboratório de Inteligência Artificial (Alia).

Com potencial para beneficiar todo o setor industrial brasileiro, o Alia é considerado um dos mais avançados do Brasil e terá como prioridade resolver problemas complexos da indústria, que demandam competências em inteligência artificial.

Na prática, o Alia funcionará com um hub de Pesquisa e Desenvolvimento a ser utilizado por universidades, empresas, startups e instituições de pesquisas parceiras do Atlântico.

“Microindústria”

Com aquisição de equipamentos financiada por um edital de R$ 13 milhões da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), além de aporte de recursos da ordem de R$ 2 milhões do próprio Instituto Atlântico, o laboratório funcionará como uma “microindústria” conectada a servidores de computação de alto desempenho.

Fazem parte da infraestrutura de tecnologia GPUs, braços robóticos, robôs humanoides, drones, impressoras 3D e esteiras com sensores e atuadores, focando na testagem de tecnologias e no desenvolvimento de algoritmos antes da aplicação na indústria para evitar impactos na produção.

“Este laboratório vai fortalecer a infraestrutura de pesquisa do Nordeste e do Brasil, e também é uma peça-chave para tornar o Atlântico um Centro de Competência em IA, uma designação do governo federal para instituições que pesquisam tecnologias críticas para a soberania nacional”, explica Alex Monteiro, Gerente Executiva de Operação do Alia.

TIC e Energia

Os setores de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) e Energia também terão forte ênfase nos trabalhos do Alia, que terá pesquisas e desenvolvimento de soluções de IA para estes e outros segmentos. “Enfatizamos as nossas pesquisas já em andamento relacionadas à Green AI, ou seja, em pesquisas para sustentabilidade das soluções de IA com a otimização de modelos, redução de consumo energético e gestão do ciclo de vida de modelos. Estas são tendências de última geração, que estamos implantando através do Alia”, detalha Alex Monteiro, Coordenador de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação no Instituto Atlântico.

Outra característica importante do Alia é sua concepção em rede. A estrutura será aberta à comunidade científica e empresarial, reunindo parceiros como o IEL – Instituto Euvaldo Lodi, a UECE – Universidade Estadual do Ceará, a UFC – Universidade de Fortaleza, a UFCA – Universidade Federal do Cariri, além de instituições de outros estados, como a UFAL – Universidade Federal de Alagoas.

“Esse modelo colaborativo reflete a nossa visão de que o avanço tecnológico do Ceará e do Nordeste precisa ser construído de forma integrada, compartilhando conhecimento e oportunidades”, observa Luiz Alves, Diretor de Inovação e Novos Negócios do Instituto Atlântico. “Tudo o que o Instituto Atlântico faz, busca fazer em parceria. Entendemos que, sozinhos, não conseguimos resolver problemas que são realmente complexos, porque nem todo mundo tem todas as competências para esses desafios. Porém, quando atuamos em rede, podemos reunir representantes de diversos setores, especialmente do setor acadêmico, para buscar as melhores soluções”, reforça.

Outro ponto a ser incentivado pelo Alia é a ampliação do patrocínio de grupos de pesquisa em universidades, como uma estratégia para acelerar o conhecimento em inteligência artificial voltado para a indústria. “Já possuímos startups associadas, e com a ampliação dos grupos de pesquisa, vamos atuar para ampliar o conhecimento e a aplicação da IA em múltiplos setores”, diz Luiz Alves.

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