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“A crescente carga tributária brasileira” – Por Wildys Oliveira

Wildys Oliveira é economista e advogado. Foto: Arquivo Pessoal.

Com o título “A crescente carga tributária brasileira”, eis artigo de Wildys de Oliveira, economista e membro da Fundação SINTAF de Ensino e Pesquisa. “Esse aumento da carga de 0,18% é explicado principalmente pelo crescimento da economia de 2,3% em 2025, totalizando um PIB de R$ 12,7 trilhões, segundo dados do IBGE”, expõe o articulista.

Confira:

A carga tributária no Brasil voltou a crescer, atingindo o recorde de 32,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, conforme dados do Tesouro Nacional. Este é o maior nível da série histórica iniciada em 2010.

Ao considerar essa série (2010/2025) esta carga representa uma das maiores da América Latina, cuja média é de 21,26% (dados de 2023) e inferior à da OCDE (34,06%, dados de 2024). O problema é que no caso da OCDE seus países entregam à população serviços de melhor qualidade (saúde, educação e segurança, e.g.) e os seus trabalhadores detém uma das mais elevadas rendas médias do planeta.

Apesar do crescimento de 7,2% (dados de 2023) da renda salarial média, o Brasil ainda apresenta alto nível de desigualdade e de menor renda na comparação internacional. Segundo dados do IBGE, 16,7% dos trabalhadores têm renda per capita domiciliar abaixo de US$ 6,85 (https://encurtador.com.br/eomm).

Na OCDE o percentual de trabalhadores pobres é de 8,2% da PEA. A parcela de trabalhadores nacionais de menor renda atua na agropecuária (29,3%) e em serviços domésticos (22,9%). Já os trabalhadores dos serviços públicos, saúde e assistência social abriga 4,6% desses pobres.

Esse aumento da carga de 0,18% é explicado principalmente pelo crescimento da economia de 2,3% em 2025, totalizando um PIB de R$ 12,7 trilhões, segundo dados do IBGE.

Esse crescimento da carga tributária, entre os entes tributantes foi de 0,26% (governo federal, cuja receita é 21,60% do PIB,) e dos municípios foi de 0,03% (2,42% do PIB). Os Estados tiveram um decréscimo 0,1% (8,38% do PIB).
Dentre os tributos os que mais cresceram foram o imposto de renda retido na fonte (IRPF) e o IOF (imposto sobre operações financeiras) e contribuições federais. Nos municípios, houve crescimento da arrecadação do ISS e do IPTU.

*Wildys de Oliveira

Economista e membro da Fundação SINTAF de Ensino e Pesquisa.

Eliomar de Lima: Sou jornalista (UFC) e radialista nascido em Fortaleza. Trabalhei por 38 anos no jornal O POVO, também na TV Cidade, TV Ceará e TV COM (Hoje TV Diário), além de ter atuado como repórter no O Estado e Tribuna do Ceará. Tenho especialização em Marketing pela UFC e várias comendas como Boticário Ferreira e Antonio Drumond, da Câmara Municipal de Fortaleza; Amigo dos Bombeiros do Ceará; e Amigo da Defensoria Pública do Ceará. Integrei equipe de reportagem premiada Esso pelo caso do Furto ao Banco Central de Fortaleza. Também assinei a Coluna do Aeroporto e a Coluna Vertical do O POVO. Fui ainda repórter da Rádio O POVO/CBN. Atualmente, sou blogueiro (blogdoeliomar.com) e falo diariamente para nove emissoras do Interior do Estado.

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