Categorias: Artigo

“A Farsa no Futebol” – Por José Maria Pontes

José Maria Pontes é médico e ex-vereador de Fortaleza.

Com o título “A Farsa no Futebol”, eis artigo de José Maria Pontes, médico e ex-vereador de Fortaleza. Ele relembra episódio de influência política na Copa do Mundo, especificamente a da Argentina.

Confira:

O tempo é o pai da verdade.

Lembro-me, como se fosse hoje, na Copa de 1978, realizada na Argentina, época triste daquele país, onde a ditadura militar tinha se instalado há dois anos. A ditadura deitava e rolava, sequestrava, prendia, torturava e matava. Era um regime de força, também presente em vários países da América do Sul.

O Brasil disputava com a Argentina quem iria para a partida final contra a Holanda. Ambos (Brasil e Argentina) tinham o mesmo número de pontos ganhos, mas o Brasil estava na frente com um maior saldo de gol.

Os jogos das semifinais, Brasil X Polonia e Argentina X Peru, inicialmente foram programados pela FIFA para o mesmo horário. Porém, a Argentina conseguiu mudar o horário do seu jogo contra o Peru, pois interessava a eles que esse jogo fosse realizado em um horário posterior ao do Brasil. Assim, eles saberiam quantos gols tinham que fazer no Peru para serem classificados e disputar a final, que seria contra a Holanda.

A FIFA, presidida na época pelo brasileiro João Havelange, acabou cedendo e mudou o horário do jogo da Argentina para noite e manteve o jogo do Brasil para o período da tarde. Veio, então, a vitória do Brasil sobre a Polônia por 3 X 1 e, com esse resultado, a Argentina entraria em campo no jogo à noite contra o Peru sabendo que tinha que vencer com a diferença de 4 gols.

Antes da partida, o representante dos EUA (Henry Kissinger), juntamente com o presidente ditador da Argentina (general Jorge Rafael Fidela), visitou o túnel do Peru e o que o mundo viu foi o Peru facilitando o jogo (Argentina 6×0 Peru) para os donos da casa, fato confirmado, tempos depois, por jogadores peruanos. A FIFA nada fez. O goleiro do Peru era argentino de nascença.

O Brasil foi a única seleção a sair invicta dessa Copa e, na disputa pelo terceiro lugar, vencemos a Itália por 2×1.

A Argentina derrotou a Holanda na partida final e foi a campeã, enquanto o Brasil saiu como CAMPEÃO MORAL.

Nessa mesma Copa, em um jogo contra a Suécia, o árbitro anulou um gol de cabeça do Zico, ao encerrar o jogo no momento em que a bola entrava no gol. Era um escanteio.

Na Copa de1986, a televisão mostrou para o mundo um gol de mão de Maradona contra a Inglaterra, validado pelo árbitro. Anos depois, Maradona confessou o feito e nunca negou seu gol de mão.

Na Copa de 1990, o lateral esquerdo Branco, do Brasil, foi dopado pelo massagista argentino, fato confirmado 20 anos depois.

Nesta Copa de 2026, tire suas conclusões sobre as arbitragens dos jogos da Argentina, principalmente contra as seleções do Cabo Verde e do Egito.

O tempo é o pai da verdade.

*José Maria Pontes

Médico e ex-vereador de Fortaleza.

Eliomar de Lima: Sou jornalista (UFC) e radialista nascido em Fortaleza. Trabalhei por 38 anos no jornal O POVO, também na TV Cidade, TV Ceará e TV COM (Hoje TV Diário), além de ter atuado como repórter no O Estado e Tribuna do Ceará. Tenho especialização em Marketing pela UFC e várias comendas como Boticário Ferreira e Antonio Drumond, da Câmara Municipal de Fortaleza; Amigo dos Bombeiros do Ceará; e Amigo da Defensoria Pública do Ceará. Integrei equipe de reportagem premiada Esso pelo caso do Furto ao Banco Central de Fortaleza. Também assinei a Coluna do Aeroporto e a Coluna Vertical do O POVO. Fui ainda repórter da Rádio O POVO/CBN. Atualmente, sou blogueiro (blogdoeliomar.com) e falo diariamente para nove emissoras do Interior do Estado.

Esse website utiliza cookies.

Leia mais