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“Anavantú a cantores de fora e Anarriê para artistas locais no São João de Fortaleza”

Amaudson Ximenes é músico e presidente do Sindimuce

“Que a programação seja ampliada, com a inclusão de artistas que dedicam sua vida a essa temática”, aponta o músico e sindicalista Amaudson Ximenes. Confira:

A programação recentemente anunciada do São João de Fortaleza privilegia artistas de fora do Estado, alguns dos quais não têm ligação com o movimento/a temática junina, e perde a oportunidade valiosa de contar com mais artistas cearenses e atuantes no Ceará, de refletir a pluralidade e a diversidade da cultura cearense por meio de inúmeros artistas que poderiam fazer parte dos três dias de festas, de forma mais coerente com uma política cultural que valorizasse a cena local.

Com essa avaliação, o Sindicato dos Músicos Profissionais no Estado do Ceará vem a público reivindicar à Prefeitura de Fortaleza a imediata inclusão de mais artistas cearenses nesta programação, bem como nas ações permanentes do Município, seja do Paço Municipal, da Secretaria de Cultura e da Secretaria de Turismo de Fortaleza, entre outras pastas que poderiam prestar grandes serviços ao fomento e à divulgação da música de Fortaleza, como a Secretaria Municipal de Educação, contribuindo para que nossos/as artistas estivessem mais perto do público e garantindo para valer os direitos culturais da população – entre os quais, o acesso e a informação sobre a produção artística de sua própria cidade.

Sem prejuízo para as opções feitas pela Prefeitura e sem absolutamente nada em pessoal contra os colegas artistas chamados, consideramos que há inúmeros – mas inúmeros mesmo! – outros artistas e grupos que podem e devem fazer parte dessa programação de São João. E é isso que reivindicamos neste momento. Que a programação seja ampliada, com a inclusão de artistas que dedicam sua vida a essa temática, de mestres da música do Ceará, de jovens cuja proposta estética têm total identificação com o São João, de artistas e grupos de grande riqueza e consistência musical, de representantes de mais bairros e segmentos, infelizmente ainda não representados na programação anunciada.

O Sindimuce ressalta que condutas semelhantes, de invisibilização dos artistas fortalezenses e de desconexão de programação com o que deveria ser a política cultural permanente do Município, vêm acontecendo em outros dos chamados “grandes eventos” da Prefeitura de Fortaleza, de seus equipamentos culturais e também de equipamentos do Governo do Estado, com artistas de outros estados recebendo cachês em patamar muito superior aos atuantes/sediados em nossa cidade, nosso Estado, com muito mais destaque nas programações e com forte visibilidade, enquanto os colegas de Fortaleza e de outros municípios cearenses são muitas vezes esquecidos ou, quando lembrados, preteridos na divulgação dos próprios eventos. Foi o que aconteceu, por exemplo, no aniversário da cidade, cuja festa, promovida pela Prefeitura de Fortaleza, destacou em muitos materiais de divulgação fotos somente das artistas de outros estados, com as artistas locais tendo somente o nome citado, e em letras pequenas, sem fotos, nas artes de divulgação.

O Sindicato também cobra uma resposta sobre se o Festival de Música de Fortaleza, geralmente marcado por desorganização, falta de diálogo com os participantes e infelizmente pouquíssima divulgação, será realizado neste ano. Até o momento, não há nada informado pelo Município a respeito. Vale lembrar que o referido evento foi adiado pelo município de novembro para abril, com a justificativa de que passaria a acontecer no mês de aniversário da cidade. Não aconteceu em abril de 2024. Vai acontecer neste ano? Quando? Haverá enfim diálogo com os/as artistas, para aperfeiçoamento do festival?

Precisamos de uma mudança de mentalidade profunda e urgente, para a real valorização dos músicos e músicas de Fortaleza e do Ceará, como um todo. Por isso, o Sindimuce aponta que essa mudança precisa se dar na prática, nesses e em outros eventos, como a programação de férias e o réveillon de Fortaleza.

O sindicato também cobra respostas concretas às 30 reivindicações apresentadas à Prefeitura, através do Paço Municipal, da Secultfor e da Setfor, em junho de 2022, fruto de mais de seis meses de reuniões semanais da sociedade civil, e até o momento sem respostas efetivas ou desdobramentos práticos, em sua grande maioria. Com isso, retardamos o progresso de nossa cena artística e cultural, o melhor desenvolvimento das políticas culturais e a efetivação plena de nossos potenciais, como cidadãos e cidadãs, como artistas, produtores/as, técnicos/as, espectadores/as, como cidade. Isso precisa mudar. Urgentemente. Conclamamos toda a população a abraçar essa luta. Mudar é possível. Mudar é preciso. Nossa música pode mais! Nossa música pede mais! Vamos juntos, construir uma nova mentalidade, uma nova realidade!

Amaudson Ximenes é presidente do Sindicato dos Músicos Profissionais no Estado do Ceará – Sindimuce

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