“O próximo passo é garantir que a gratuidade venha acompanhada de um transporte eficiente, com boa frequência, integração entre os modais e fontes permanentes de financiamento”, aponta o vereador João Aglaylson
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Fortaleza é terra de gente de luta, de um povo que, ao longo da história, conquistou direitos e transformou reivindicações em políticas públicas capazes de melhorar a vida de muita gente. Hoje, uma dessas lutas é a da Tarifa Zero, porque mobilidade urbana também significa acesso ao trabalho, ao estudo, aos serviços e às oportunidades que a cidade oferece. Para quem depende do transporte coletivo, o preço da passagem pesa no orçamento e muitas vezes concorre com despesas básicas, como alimentação, remédios, lazer e até uma visita à família.
Esse debate já mobiliza grandes capitais brasileiras. Fortaleza chega a essa discussão com uma base importante. Segundo dados da Etufor, 23% dos passageiros não pagam tarifa e 68% utilizam vale-transporte, enquanto apenas 9% arcam integralmente com a passagem. Idosos, pessoas com deficiência, crianças e outros públicos contam com benefícios específicos. Em 2026, os estudantes passaram a ter duas viagens gratuitas por dia durante os 365 dias do ano. Com o Passe Livre Todo Dia, cerca de 300 mil estudantes são alcançados.
É nesse caminho que surge o Vai de Graça, anunciado pelo governador Elmano de Freitas em parceria com o prefeito Evandro Leitão. A proposta amplia a gratuidade para toda a população aos sábados e domingos, em ônibus, topics, metrô e VLT, sem cadastro específico ou burocracia. Isso significa mais gente podendo visitar a família, ir à praia, ao comércio, participar de atividades culturais e aproveitar melhor a cidade sem precisar calcular o preço de cada deslocamento. É mais um passo importante rumo à tarifa zero universal.
Como vereador e presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal, acredito que o transporte público precisa ser tratado como parte essencial da vida da cidade. Nosso papel é ajudar a construir soluções para quem sai cedo de casa, pega ônibus todos os dias, trabalha, estuda e mantém Fortaleza funcionando. É por essas pessoas que esse debate precisa avançar.
O próximo passo é garantir que a gratuidade venha acompanhada de um transporte eficiente, com boa frequência, integração entre os modais e fontes permanentes de financiamento. A tarifa zero só se sustenta quando o sistema atende bem quem depende dele todos os dias.
João Aglaylson
Vereador de Fortaleza pelo PT