“Ciro e seus bolsonaristas ‘honrados'” – Por Acrísio Sena

Acrísio Sena é historiador e ex-deputado estadual

Com o título “Ciro e seus bolsonaristas ‘honrados'”, eis artigo de Acrísio Sena, dirigente do PT do Ceará. “Ao tentar transformar bolsonaristas em parceiros aceitáveis, Ciro acaba revelando o quanto se distanciou das ideias que um dia afirmou defender. No caminho da busca pelo poder, perdeu a coerência política e programática”, expõe o articulista.

Confira:

Ao afirmar que seus novos aliados são “bolsonaristas honrados”, Ciro Gomes revela não apenas uma aliança eleitoral, mas uma profunda contradição política.

Durante décadas, Ciro construiu sua imagem defendendo o desenvolvimento nacional, a presença estratégica do Estado na economia e reformas estruturantes para enfrentar as desigualdades brasileiras. O bolsonarismo, por sua vez, representa justamente o oposto: o entreguismo, a redução do papel do Estado, o enfraquecimento das políticas públicas e a submissão dos interesses nacionais ao mercado.

Como conciliar projetos tão incompatíveis? A resposta parece estar menos na política e mais na conveniência. Diante do isolamento político e da dificuldade de construir uma alternativa viável, Ciro abandona antigas convicções e se aproxima daqueles que durante anos apresentou como adversários do Brasil que dizia defender.

A questão não é apenas a aliança. É o que ela simboliza. Ao tentar transformar bolsonaristas em parceiros aceitáveis, Ciro acaba revelando o quanto se distanciou das ideias que um dia afirmou defender. No caminho da busca pelo poder, perdeu a coerência política e programática.

No fim das contas, a frase sobre os “bolsonaristas honrados” diz menos sobre seus novos aliados e muito mais sobre a trajetória de um líder que trocou convicções por conveniências.

*Acrísio Sena

Historiador e dirigente do PT do Ceará.

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Uma resposta

  1. Acríso diz que Ciro acaba revelando o quanto se distanciou das ideias que um dia afirmou defender………..

    Mas o PT esquece que não defende mais as ideias que um um dia afirmou defender.
    Chagas Vieira jogou uma casca de banana e Elmano assinou a Lei que concedeu 4,12% de aumento para servidores técnico-administrativos das Universidades Estaduais ANTIGOS que ingressaram antes de 1990 e ajudaram com muito sacrifício a torná-las referências e concedeu 37,5% aos servidores NOVOS.
    Puro ETARISMO.

    E o valor do auxílio alimentação é vergonhoso.

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