Centro de uma investigação da Polícia Federal que apura suspeitas de desvios de recursos públicos destinados à saúde, a Cooperativa de Atendimento Pré e Hospitalar (COAPH), no Ceará, se manifestou por meio de nota, nesta quinta-feira (15), ao afirmar que “investigações não constituem condenações e que suspeitas não devem ser apresentadas como fatos comprovados”.
As investigações foram motivadas por denúncia do Sindsaúde, quando o Ministério Público do Trabalho (MPT) ingressou com ação na Justiça pedindo o reconhecimento do vínculo empregatício dos trabalhadores e a extinção da COAPH por fraude na contratação de mão de obra.
A cooperativa informou ainda que afastou os dirigentes alcançados pela medida cautelar e que a “prioridade da instituição é assegurar a continuidade da assistência à população e preservar a estabilidade das relações profissionais e contratuais”.
A COAPH apontou também que “movimentação financeira não é desvio de recursos! e contestou a interpretação de que aproximadamente R$ 1 bilhão teriam sido desviados.
“Segundo os registros da instituição, o montante corresponde à movimentação financeira acumulada ao longo de anos de atividade, envolvendo receitas e despesas relacionadas à execução de contratos e à prestação de serviços de saúde. Movimentação financeira, faturamento, despesas operacionais e desvio de recursos são conceitos distintos. A circulação de valores por contas bancárias, por si só, não comprova irregularidade ou apropriação indevida. As prestações de contas da Cooperativa foram submetidas e aprovadas em assembleias, sem registro de desaprovação, e suas operações possuem documentação contábil que poderá ser examinada pelas autoridades competentes”, disse.