“Dia do Professor” – Por João Teles

Professor João Teles. Foto: Reprodução

“A vida do professor, como a dos pais e mães, não tem sido maneira. As informações são muitas e no cipoal de ideias, muitas vezes, o som produzido é ensurdecedor. Custa caro prender a atenção da garotada, por 20 minutos, meia hora”, aponta o professor João Teles

Confira:

A origem do Dia do Professor no Brasil remonta o 15 de outubro de 1827, quando o imperador D. Pedro I assinou um Decreto Imperial, que criou as Escolas de Primeiras Letras, no país. “A data foi instituída oficialmente como feriado escolar pelo Decreto Federal nº 52.682, em 14 de outubro de 1963, no Governo de João Goulart.”, diz o texto histórico.

De lá pra cá, muita coisa mudou. Ser professor virou um desafio diário e uma barreira, quase intransponível. Está difícil ser um. Se ser mestre no interior do Brasil, onde o aluno é mais calma e sonhador, imagine nas periferias das grandes capitais, onde o crime viceja e drogas dão as cartas. Está difícil encaminhar alguém, para o caminho de bem.

Hoje, as famílias disputam com os criminosos e mesmo com a Internet, a condução da meninada. As veredas da escola, da biblioteca, do cinema e do teatro, estão apertadas e de rumo bem confuso. Ter a confiança e o tempo de um garoto, para uma boa conversa ou um livro, está complicado.

A vida do professor, como a dos pais e mães, não tem sido maneira. As informações são muitas e no cipoal de ideias, muitas vezes, o som produzido é ensurdecedor. Custa caro prender a atenção da garotada, por 20 minutos, meia hora.

Deste modo, como levar a ela as palavras, ideias e pensamentos, de que ela precisa, para tocar a vida?

Educadores de várias partes do Mundo tem se debruçado sobre esses temas, por hora e dias, para tentar dar aos professores uma luz, uma bússola, um rumo um pouco mais seguro.

Os estudos demonstram que “cerca de 89,4% dos docentes, dos anos finais do Ensino Fundamental afirmam lidar frequentemente com comportamentos de estudantes, que atrapalham as aulas, segundo dados do relatório Education at a Glance 2026, da OCDE.”

Além de não ser ouvido, de não ser considerado, enquanto pessoa, ainda ter quem enfrentar os dramas da violência, é muito difícil. E muitas vezes essa carga destrutiva, trazida pelo aluno violento, em sala de aula, ainda atinge diretamente o professor, que pode ser xingado, gravado ou atingido, com palavras, expressões e omissões|indiferença.

Não tem sido fácil!

João Teles de Aguiar
Professor, historiador e integrante do Projeto Confraria de Leitura

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