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“Colocando debaixo do tapete”

Nerilson Moreira é jornalista

“Precisamos, de verdade, fazer uma política pública rigorosa, mais afinada e refinada, dedicada ao idoso”, aponta o jornalista Nerilson Moreira. Confira:

É sobejamente grande a dificuldade vivida pelos brasileiros idosos em encontrar trabalho depois dos 60 anos. É lamentável.

Não existe!

Algumas pessoas julgam o idoso como inferiores. Dispensáveis. E a discriminação e o abandono são gritantes. É como se o jovem ou gestor de uma empresa não fosse um dia envelhecer. Essa é a realidade nua e crua.

É como se com 60 anos as pessoas perdessem todas as suas capacidades, conhecimentos, habilidades e, principalmente, experiências.

Essa situação é desesperadora e gera problemas de saúde mental, depressão, estresse, ansiedade, medo, preocupações, etc., por não ter dinheiro para a energia, gás, alimentação, remédios, higiene, etc.

Tempos de desespero. Vivemos, “tudo colocado debaixo do tapete”. Além do que, gradualmente, a sociedade (que somente valoriza o novo), vai eliminando você. Alijando-o… Bate então a solidão para o idoso. E vem o pesadelo do suicídio e outras mazelas.

Ninguém conversa mais com você, a não ser que o idoso tenha dinheiro… Ou quando o filho vai viajar e pede ao pai para cuidar do seu pet… Aí ele é lembrado.

Onde vamos parar com essa situação traumática, de  tanta insensibilidade da nossa sociedade?

Precisamos, de verdade, fazer uma política pública rigorosa, mais afinada e refinada, dedicada ao idoso. Envolver entidades e a iniciativa privada. Agir com coragem, atitude, trabalho, fé e pondo-se na situação do idoso, pois o seu (nosso) dia também chegará.

Nerilson Moreira é jornalista, Mestre pela UECE em Planejamento e Políticas Públicas, especialista em Comunicação e Novas Tecnologias pela Unifor e especialista em Relações Institucionais

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Uma resposta

  1. Parabéns pelo artigo, amigo Nerilson. Mas uma observação. A política pública existe, só não é aplicada na sua plenitude. Alguns idosos em situação de riscos até são vistos pelas autoridades. A parte punitiva da política pública, quando surge a denúncia, até que acontece. O que não é colocado em prática, é a parte da política pública voltada a prevenção. Ou seja, evitar que o mal aconteça. Essa prevenção existe na lei, mas o Estado é omisso nesta parte

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