“Idealizada pelo poeta Klévisson Viana, a feira reuniu muita gente, um público imenso e teve, inclusive atividades formativas, como palestras, debates e oficinas”, aponta o professor João Teles
Confira:
Foi porreta demais 7ª Feira do Cordel Brasileiro, que aconteceu até esse domingo (28), na Caixa Cultural Fortaleza, na Praia de Iracema; o evento reuniu músicos, poetas, repentistas, xilogravuristas, ilustradores, cantadores de viola, expositores, professores e amantes da Cultura Popular do Ceará e do Nordeste.
O encontro foi gratuito e celebrou a arte e a literatura de cordel, com shows, cantorias, recitais, oficinas, além de feira de livros e xilogravuras. Idealizada pelo poeta Klévisson Viana, a feira reuniu muita gente, um público imenso e teve, inclusive atividades formativas, como palestras, debates (sobre o universo já citado), inclusive oficinas de Literatura de Cordel e de xilogravura, como a ministrada pela artista plástico Nonato Araújo. E teve mais: recitais, emboladas, shows musicais de grandes mestres da Cultura Popular; no encerramento, apresentações de teatro de bonecos e até forró.
A festa popular, claro, deixa saudade, uma vez que é um espaço priviliegiado, para encontros, reencontros e comercialização de produtos, de poetas e escritores, do Ceará e do Nordeste; como Rouxinal do Rinaré, que produz e edita livretos, o ano inteiro.
Foi na verdade uma farra cultural das maiores, já que a curriola da cultura local adora. Uma beleza. Sempre que ela vai ocorrer, há um aumento substancial da produção de folhetos, livros, folhas volantes, etc. É, pois, o momento dos poetas conversar, trocar ideias e obras e preprarar momento futuros, como obras que ainda virão, para o regozijo do leitor, que ainda lê e gosta do livro e das publicações.
A Literatura de Cordel está nos cornos da lua. Hoje tem cordel na TV, na internet, no velho rádio, na publicidade e até na moda.
E aqui pra nós: depois que o Bráulio Bessa conquistou espaço na TV nacional, surgiu uma moçada nas redes sociais, dizendo poemas. E de boa qualidade. Quer dizer: os caminhos da poesia e da cultura popular estão se multiplicando e o futuro é promissor!
Novos espaços para exposição estão surgindo, saraus, musicais, performances teatrias, etc. A cidade, nesse campo, está fervilhando. É evento pra todo lado!
João Teles de Aguiar
Professor, historiador e integrante do Projeto Confraria de Leitura