“Ei seu ET, chega de brincar de esconde-esconde!” – Por Paulo Rogério

Paulo Rogério é jornalista.

“Ele desceu da boleia, dirigiu-se ao outro carro e veio a surpresa: não havia ninguém ali”, aponta o jornalista Paulo Rogério

Confira:

A viagem de São Paulo até Belém era apenas mais uma das dezenas de fretes que “Seu” Alberto fazia pilotando o velho Mercedes 1319 vermelho. A carga de peças automotivas não exigia preocupação com relação a tempo, afinal não havia nada perecível. Veterano das estradas, dirigindo há mais de 30 anos, ele seguia sempre sozinho, escutando as músicas sertanejas de sua terra natal, do interior paulista.

Lá pelo terceiro dia de asfalto, noite de domingo, trânsito leve, tudo ia tranquilo subindo a Belém-Brasília, até que uma forte luz tomou conta da estrada. O caminhão parou imediatamente, pane elétrica. Outros poucos carros pararam ao lado. À frente dele, um feixe de luz caia do céu direto em um Opala amarelo. Tudo muito rápido, talvez dois minutos, um minuto. O susto era maior que a preocupação de olhar o relógio. A respiração era ofegante.

Ninguém ouvia nada no local. Só a luz que iluminava rostos apavorados, sem nada entender. De repente a luz cessou. Uns poucos arriscaram ligar o carro. Quem conseguiu, saiu cantando pneu. Alberto tentou também, deu sorte e conseguiu, mas o Opala não saia do canto. Tome buzina e nada. Ele desceu da boleia, dirigiu-se ao outro carro e veio a surpresa: não havia ninguém ali, o motorista sumiu.

Alberto voltou para o caminhão, desviou e seguiu para o primeiro posto da Polícia Rodoviária Federal que encontrou. Não lembrou de ter visto o motorista do Opala sair do carro. Enfim, relatou o caso para os guardou e seguiu seu caminho sem resposta para várias perguntas. Era final dos anos 1970 e o fato das luzes ficou conhecido no meio Ufológico um tempo depois como Operação Prato, um dos casos mais conhecidos no mundo.

Há pouco tempo, o presidente do EUA, Donald Trump, quebrou o segredo de vários documentos confidencias que relatavam casos de perseguição, invasão e até captura de Ufos e seres extraterrestres. Coisas guardadas desde a 2ª Guerra Mundial com a desculpa que a população não estava preparada – e agora está? O Brasil tem também alguns segredos na área, ainda que em 1986, na chamada Noite dos Discos Voadores, os militares não tiveram como esconder as aparições em São Paulo, Minas e Paraná.

Muita gente ainda não acredita em discos voadores. Talvez eu também engrossaria essa urbe. Mas como já vi e não foi só uma vez, não tenho como negar. As pessoas precisam ficar com um olho aqui na Terra e outro no Céu se quiserem presenciar algo e não criticar quem afirma que já avistou um OVNI na vida. Afinal, não tem mais como negar a existência de vida em outros planetas. Ou você acredita sinceramente que somente nós, seres humanos, somos tão especiais a ponto de sermos os únicos a habitar o universo?

Para mim a questão é: se são tão avançadas, o que essas criaturas querem com a gente? Somos um povo invejoso, egoísta e ambicioso. A maioria não está nem aí com o meio ambiente. Grande parte sofre é de fome, de frio ou calor e tem gente que ainda faz guerra por conta de motivos religiosos. Ora, que raios esses caras procuram por aqui?

Nos últimos dias um suposto vídeo de um OVNI avistado no Paraná mobilizou as redes sociais. E de novo, o enfoque dado foi sensacionalista, descredenciando o autor da filmagem, mesma tática utilizada no caso do ET de Varginha. Nem deixaram investigar verdadeiramente o caso e muitos já deram o veredito: jogada de marketing do filme do Steve Spielberg.

Seja qual for a espécie de extraterrestre – Reptilianos, Grays, Nórdicos ou Insetoides – torço para que eles se definam logo, acabem com os mistérios e digam o que buscam:

Chega de brincar de esconde-esconde intergaláctico.

Paulo Rogério
Jornalista
paulorogerio42@gmail.com

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