A classificação do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas pelos Estados Unidos, que passa a valer oficialmente nesta sexta-feira (5), não contempla operações militares no Brasil. A informação é da porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Amanda Roberson, em entrevista exclusiva ao R7.
Um dos principais questionamentos levantados após o anúncio da medida, a possibilidade de os EUA utilizarem a classificação para justificar ações contra as facções em território brasileiro, foi descartada pela representante do governo de Donald Trump. Roberson disse que a legislação utilizada para o enquadramento não trata de operações militares.
“A nossa lei é muito clara. Essa lei das designações não contempla nenhum tipo de ação militar. É o Departamento de Guerra dos Estados Unidos que tem responsabilidade pelas ações militares”, afirmou, adiantando que a medida dificilmente será revertida no futuro. Segundo ela, a legislação dos Estados Unidos prevê mecanismos de revisão das designações após alguns anos, mas a reversão desse tipo de enquadramento não costuma acontecer.
(Com R7.com)