“Pouco a pouco, sem saída, sem vislumbrar êxito em outubro, ele tem como bengala da esperança, a intervenção de Donald Trump nas eleições do Brasil, ou até uma possível ação extrema por parte dos EUA, que não podemos tratar como impossível”, aponta o cientista político Ricardo Mezavila
Confira:
O presidente do PSD, Gilberto Kassab, disse em uma reunião com políticos, que o Centrão está com Lula e que Flávio Bolsonaro já estaria derrotado pelo Presidente. O fato de nenhum Partido formar com a chapa do PL, contrariando a candidatura de seu pai Jair em 2022, traz uma mensagem muito clara de que Flávio Bolsonaro vai ter muita dificuldade durante a campanha.
Algo muito explosivo assombra os bastidores da candidatura de Flávio, que já seria do conhecimento de seus aliados e, que por conta disso, preferiram o afastamento para não prejudicar suas imagens em seus redutos eleitorais.
Não bastassem os áudios com Vorcaro, a possível lavagem de dinheiro no caso do filme Dark Horse, fotos com corruptos investigados, o próprio candidato do PL disse que teria um vídeo comprometedor que o levou a pedir desculpas públicas antecipadas à sua esposa.
Tem muito caroço debaixo desse angu, muitos cadáveres escondidos dentro dos armários de Flávio, e todo dia aparece algo para ser anotado em sua agenda negativa, como a informação falsa de que teria cursado Pós-graduação em Ciência Política na UFRJ.
Para tentar desviar de tantos problemas, Flávio usa a mentira como defesa. Mente o dia inteiro pelas redes sociais e, quando convidado, mente nos programas de entrevistas. Outra ‘arma’ que utiliza são as indefectíveis perguntas: E o Lula? E o Lulinha? E o PT?
Determinado a construir um factoide brilhante, como a facada do Adélio, Flávio tenta criar um clima de que estaria sendo perseguido pelo ‘sistema’. O fato da filiação ao Partido Missão, pode ter sido mais uma estratégia para reforçar essa ‘perseguição’.
Pouco a pouco, sem saída, sem vislumbrar êxito em outubro, ele tem como bengala da esperança, a intervenção de Donald Trump nas eleições do Brasil, ou até uma possível ação extrema por parte dos EUA, que não podemos tratar como impossível.
Ricardo Mezavila
Escritor, Pós-graduado em Ciência Política, com atuação nos movimentos sociais no Rio de Janeiro