“Tu imagina se eu tivesse o tempo do PL para mostrar o que eu fiz durante 7 anos e meio”. O lamento é do senador Eduardo Girão (Novo), pré-candidato a governador, neste sábado (16), em Quixadá, no Sertão Cearense, a 189 quilômetros de Fortaleza.
Apesar do apoio declarado do presidente estadual do PL, deputado federal André Fernandes, à pré-candidatura Ciro Gomes (PSDB), em troca da inclusão do nome de seu pai, Alcides Fernandes, na composição da futura chapa majoritária, ao cargo de senador, Girão ainda tem a esperança de contar com o maior partido em número de parlamentares da Câmara Federal, no caso de uma troca da pré-candidatura Flávio Bolsonaro por Michelle Bolsonaro, após o escândalo do pedido de dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Michelle é apoiadora de Girão, o que mudaria completamente os rumos do partido no Ceará, em termos de apoio à candidatura ao Palácio da Abolição e também ao Senado, quando Priscila Costa seria a escolhida de Michelle e do presidente nacional do partido Valdemar Costa Neto.
Em discurso no lançamento de sua pré-candidatura a governador, no Sertão Central, Girão apontou como “erro histórico” o apoio de um partido de direita a Ciro Gomes, um crítico ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Já o ex-vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos-RS), presente ao evento, destacou Girão como um “exemplo, traz dentro de si a nobreza de alma e de espírito”.