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“Justiça a qualquer custo?” – Por João Teles

Professor João Teles. Foto: Reprodução

“Procure a Justiça que ela fará tudo aquilo que os mais apressados querem fazer, nas ruas e avenidas”, aponta o professor João Teles

Confira:

Linchamento, no dicionário, “é o assassinato de uma ou mais pessoas cometido por uma multidão, com o objetivo de punir um suposto transgressor ou para intimidar, controlar ou manipular um setor específico da população.”

Um erro crasso, que pode punir inclusive quem é inocente. A ninguém deve animar esse tipo de prática. A sede de justiça deve ser resolvida de outra forma.

Quem pratica um crime deve ser identificado, pela autoridade policial (e não por intrusos), enfrentar um processo, ser levado à Justiça, para que essa, dentro dos limites da Lei, lhe faça pagar pelo erro cometido; isso, respeitando o devido processo legal, para que o não-cupado possa ter vez e tempo, para dizer isso.

É esse o caminho cidadão correto; a ninguém cabe a função de se arvorar juiz, do crime cometido por alguém.

“Se as divergências entre pessoas devem ser dirimidas pelo Poder Judiciário – porque assim se estabeleceu -, que tem no juiz o árbitro das querelas, nada justifica que alguém queira fazer justiça, pelas próprias mãos. Essa a razão pela qual a reprovação da sociedade a esse comportamento fez com que a conduta fosse considerada grave e erigida à condição de crime. (…)”, diz o Site JusBrasil, em postagem.

É por aí, procure a Justiça que ela fará tudo aquilo que os mais apressados querem fazer, nas ruas e avenidas.

A cidadania precisa de calma, tempo e parcimônia. Nada com muita vontade funciona a contento. Ou bem sempre é assim. A violência está grande? Sim. As pessoas querem resolver parte disso, sim. Mas… Calma, minha gente. Não vá agir de forma açodada e cair na esparrela de ser o patrocinador de um crime, em nome de uma tal “justiça”. Se a gente combate os crimes e considera que eles ou deveriam diminuir ou nem deveriam existir, pra que se tornar um criminoso ou alguém participante deles? Não é razoável. Portanto, vamos com menos sede ao pote.

A vida pede passagem, inclusive a de quem é (apenas) acusado, mas não cometeu crime algum!

Mais cuidado, mais zelo por você e por sua saúde emocional!

João Teles de Aguiar
Professor e integrante do Projeto Confraria de Leitura (Granja Portugal)

Eliomar de Lima: Sou jornalista (UFC) e radialista nascido em Fortaleza. Trabalhei por 38 anos no jornal O POVO, também na TV Cidade, TV Ceará e TV COM (Hoje TV Diário), além de ter atuado como repórter no O Estado e Tribuna do Ceará. Tenho especialização em Marketing pela UFC e várias comendas como Boticário Ferreira e Antonio Drumond, da Câmara Municipal de Fortaleza; Amigo dos Bombeiros do Ceará; e Amigo da Defensoria Pública do Ceará. Integrei equipe de reportagem premiada Esso pelo caso do Furto ao Banco Central de Fortaleza. Também assinei a Coluna do Aeroporto e a Coluna Vertical do O POVO. Fui ainda repórter da Rádio O POVO/CBN. Atualmente, sou blogueiro (blogdoeliomar.com) e falo diariamente para nove emissoras do Interior do Estado.

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