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“O Cidadão brasileiro: entre o massacre dos impostos e a opressão das facções” – Por João Arruda

João Arruda, professor aposentado da UFC e sociólogo. Foto: Arquivo Pessoal.

Com o titulo “O Cidadão brasileiro: entre o massacre dos impostos e a opressão das facções”, eis artigo de João Arruda, sóciólogo e professor aposentado da Universidade Federal do Ceará. “Para milhões de brasileiros, a eleição de 2026 representará mais do que uma simples disputa entre candidatos: será uma decisão sobre os rumos do país e sobre o modelo de Estado que desejam para as próximas décadas”, expõe o articulista.

Confira:

A sucessão presidencial brasileira se desenvolve em um ambiente de crescente instabilidade política, jurídica, econômica e social. Após três anos e meio de mandato, o desgoverno Lula enfrenta um desgaste acentuado, marcado pela perda de apoio popular e pelo aumento da insatisfação em diferentes segmentos da sociedade. As inúmeras promessas de reconstrução nacional e de bem-estar social, feitas na campanha, não resultaram em nenhuma realização digna de registro, alimentando um sentimento de frustração e descrença entre a grande maioria dos brasileiros.

Em vez de adotar medidas voltadas ao crescimento econômico, gerando emprego e renda e à melhoria das condições de vida da população, o desgoverno Lula, de forma perversa, agiu no sentido contrário, aprofundando a pressão tributária sobre famílias e empresas, com reflexos sociais extremamente negativos. A multiplicação de impostos, taxas e mecanismos de arrecadação elevou os custos da atividade produtiva e ampliou o peso do Estado sobre a sociedade. Os efeitos deletérios dessa política são sentidos no cotidiano dos brasileiros, que enfrentam alimentos mais caros, serviços essenciais cada vez mais onerosos, uma inflação persistente que corrói a renda e reduz o poder de compra da população e o seu estrondoso endividamento, que já chega à casa dos 80%.

A deterioração das contas públicas transformou-se em uma das principais marcas da atual gestão. O aumento irresponsável dos gastos governamentais, associado à ausência de uma estratégia fiscal capaz de equilibrar receitas e despesas, ampliou as incertezas econômicas e enfraqueceu a confiança dos investidores. Os efeitos desse cenário recaem de forma mais severa sobre as camadas mais vulneráveis da sociedade, que enfrentam a redução do poder aquisitivo, o encarecimento dos produtos básicos, a crescente dificuldade para manter seu padrão de vida e a desindustrialização do país, com o consequente aumento do número de desempregados.

Paralelamente à deterioração econômica e fiscal, sucessivos escândalos de corrupção voltaram a ocupar o centro do debate nacional. Recorrentes denúncias envolvendo familiares do presidente – o filho Lulinha e o irmão Frei Chico -, integrantes do governo e autoridades dos diferentes poderes da República reforçam, para parcela significativa da opinião pública, a percepção de que as velhas práticas petistas permanecem presentes na administração do país. A sensação de impunidade e a ausência de respostas convincentes aprofundam o descrédito das instituições e ampliam a distância entre a sociedade e seus representantes.

No campo da segurança pública, o cenário é ainda mais inquietante e devastador para o gestor que sonha em reeleição. A violência alcançou níveis que desafiam a capacidade de resposta de um governo marcadamente conivente, enquanto organizações criminosas expandem sua influência sobre crescentes áreas urbanas e rurais do país. Por todo o território nacional, facções terroristas, funcionando como Estado paralelo, impõem regras próprias, controlam territórios, praticam extorsões e submetem milhões de brasileiros a uma rotina marcada pelo terror, pela insegurança e pela perda de direitos elementares que deveriam ser garantidos pelo poder público.

A decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas acrescentou um novo componente de tensão ao debate político brasileiro. Como era previsível, Lula, setores da grande mídia e parte da equivocada esquerda nacional reagiram duramente à medida, alegando que ela configuraria uma interferência indevida em assuntos internos do país e uma afronta à soberania brasileira. Durante evento realizado em Laranjeiras, Sergipe, na manhã de 29 de maio, Lula afirmou que os Estados Unidos deveriam “respeitar os nossos criminosos”. A declaração rapidamente ganhou repercussão nacional e provocou intensa reação nas redes sociais. Em resposta, multiplicaram-se mensagens com o bordão: “Lula, os criminosos são seus, não são nossos”, numa demonstração do forte desgaste político provocado pela fala do descondenado.

Para desespero dos que lutam para manter o status quo lulopetista, a maior parte da sociedade recebeu a decisão americana com aplausos, entendendo-a como um reconhecimento internacional da gravidade do problema da segurança pública no Brasil. Segundo pesquisa do RealTime Big Data, 78% da população apoiam a medida, enxergando nela um passo concreto contra o poder das facção terroristas.

Desconstruindo o inaceitável discurso lulopetita, o povo responde que a verdadeira soberania nacional só passará a existir quando mais de um quarto da população se livrar do terror imposto pela bandidagem, recuperando sua cidadania plena e o direito de viver em paz. Para esses brasileiros, a verdadeira soberania nacional não se mede apenas pela defesa formal das prerrogativas do Estado, mas também pela capacidade efetiva de garantir aos cidadãos o direito de viver sem medo, livres do domínio de organizações criminosas que, em todas as regiões do território nacional, desafiam abertamente a autoridade pública e comprometem o exercício pleno da cidadania.

Diante desse cenário de escárnio governamental, a sucessão presidencial tende a ser fortemente influenciada pelo julgamento que os eleitores farão da postura ética e moral do atual governo. Para milhões de brasileiros, a eleição de 2026 representará mais do que uma simples disputa entre candidatos: será uma decisão sobre os rumos do país e sobre o modelo de Estado que desejam para as próximas décadas.

Cansada de promessas não cumpridas, da escalada da violência, da elevada carga tributária e da deterioração das condições de vida, uma parcela crescente da sociedade brasileira manifesta o desejo de mudança. O futuro político do Brasil dependerá da capacidade de construir um novo projeto nacional que restaure a autoridade do Estado, recupere a confiança nas instituições, impulsione o desenvolvimento econômico e devolva aos brasileiros aquilo que hoje parece cada vez mais escasso: a esperança de um país mais seguro, mais próspero e mais justo.

*João Arruda

Sociólogo e professor aposentado da Universidade Federal do Ceará.

Eliomar de Lima: Sou jornalista (UFC) e radialista nascido em Fortaleza. Trabalhei por 38 anos no jornal O POVO, também na TV Cidade, TV Ceará e TV COM (Hoje TV Diário), além de ter atuado como repórter no O Estado e Tribuna do Ceará. Tenho especialização em Marketing pela UFC e várias comendas como Boticário Ferreira e Antonio Drumond, da Câmara Municipal de Fortaleza; Amigo dos Bombeiros do Ceará; e Amigo da Defensoria Pública do Ceará. Integrei equipe de reportagem premiada Esso pelo caso do Furto ao Banco Central de Fortaleza. Também assinei a Coluna do Aeroporto e a Coluna Vertical do O POVO. Fui ainda repórter da Rádio O POVO/CBN. Atualmente, sou blogueiro (blogdoeliomar.com) e falo diariamente para nove emissoras do Interior do Estado.

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