Com o título “O declínio das amizades”, eis artigo de Zenilce Bruno, psicóloga e sexóloga. “Diversos estudos mostram que relacionamentos de qualidade estão entre os principais fatores para uma vida mais feliz, saudável e longa. Ainda assim, frequentemente deixamos os amigos para depois, quando sobra tempo e esse tempo quase nunca sobra”, expõe a articulista
Confira:
Estamos vivendo uma verdadeira “recessão das amizades”. Cada vez mais pessoas relatamter poucos ou nenhum amigo próximo, enquanto os vínculos significativos se tornam mais raros e difíceis de manter.
Uma pesquisa da American Perspectives Survey mostrou que o número de adultos que afirmam não ter nenhum amigo próximo quadruplicou desde 1990. Ao mesmo tempo, diminuiu o percentual daqueles que dizem ter muitos amigos próximos.
Vivemos conectados às telas, mas muitas vezes desconectados das pessoas ao nosso redor. Conversas espontâneas, encontros casuais e momentos compartilhados têm sido substituídos por rotinas cada vez mais aceleradas e individualizadas.
Mas a amizade não é um luxo. É uma necessidade humana.
Diversos estudos mostram que relacionamentos de qualidade estão entre os principais fatores para uma vida mais feliz, saudável e longa. Ainda assim, frequentemente deixamos os amigos para depois, quando sobra tempo e esse tempo quase nunca sobra.
Um dos arrependimentos mais comuns relatados por pessoas no fim da vida é: “Gostaria de ter mantido contato com meus amigos.”
Talvez seja hora de refletir:
Quando foi a última vez que você ligou para um amigo?
Com quem você gostaria de retomar o contato?
Você tem dedicado tempo às relações que realmente importam?
No fim das contas, são as pessoas e não as coisas que dão sentido à nossa existência.
*Zenilce Bruno
Psicóloga e Sexóloga.