“Esses jogos não são algo inofensivo e distante de nós. Não, não. Eles adoecem pessoas, comprometem as finanças e fazem até faltar em casa roupa, remédio e alimento”, aponta o professor João Teles
Confira:
Os levantamentos indicam que a maioria da população brasileira é favorável ao banimento das tais casas de apostas; ou seja, as pessoas consideram que elas trazem problemas financeiros, para a população que joga e que o vício cria problemas, desajusta famílias e até fazem surgir “n” problemas de relacionamento familiar. Entre as mulheres está demonstrada a maior rejeição às ditas plataformas. Isso quer dizer: elas querem se manter distantes da jogatina ou querem apostar menos, no que estão muito certas.
Esses jogos não são algo inofensivo e distante de nós. Não, não. Eles adoecem pessoas, comprometem as finanças e fazem até faltar em casa roupa, remédio e alimento.
Com as tais apostas, a sanidade emocional das pessoas vai-se embora e tem início o endividamento nas bodegas e mercadinhos, dos bairros. E sem crédito, como comprar mais comida, para por na mesa. Difícil, né?
Só quem vive esse drama, o compreende bem; quem banca os jogos sabe pouco ou nada, sobre isso. Tem gente vivendo muitos problemas, por estar nesse barafunda de jogos, onde se entra e fica difícil (quase impossível) sair.
As pessoas já tem outras ocupações e problemas (até emocionais e psiquiátricos), para ter que suportar um familiar encalacrado, com jogos e mais jogos. A vida pede outro rumo. Quem compromete seu modo de vida, com essas coisas, perde tempo, dinheiro e até amizades. Em um mundo em que as relações pessoais andam tão minadas e mesmo raras, não é de bom alvitre perder os poucos colegas e amigos, que se tem. Há que haver mais bom senso, entre as pessoas, com esse tipo de comportamento, que leva aos jogos e apostas.
O vício em jogos de apostas, a conhecida (ludopatia), é considerado um grave problema de saúde pública, como já foi dito nesse texto. Quem escolhe tal vida, pode ter que enfrentar ansiedade, depressão e até rompimento, com pessoas do trabalho e das relações sociais, tão necessárias, no mundo hodierno. O uso celular e da internet, transformou o hábito em compulsão, por jogos, para milhões de brasileiros. E isso é péssimo!
João Teles de Aguiar
Professor, historiador e integrante do Projeto Confraria de Leitura